Apeoesp quer revogar ato do Estado
Os dirigentes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) estão mobilizando a categoria e ameaçando até uma nova paralisação caso o Governo do Estado não revogue a Resolução 18, editada em 24 de fevereiro último, que obriga os professores a cumprirem uma hora a mais na escola, diariamente, a título de complementação da jornada.
Os dirigentes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) estão mobilizando a categoria e ameaçando até uma nova paralisação caso o Governo do Estado não revogue a Resolução 18, editada em 24 de fevereiro último, que obriga os professores a cumprirem uma hora a mais na escola, diariamente, a título de complementação da jornada.
Segundo o coordenador da Subsede da Apeoesp na região, Adenilson Custódio de Oliveira, esse período de tempo corresponde a 10 minutos a mais de trabalho para cada aula ministrada no período diurno e 15 minutos para cada aula noturna. ''Temos que cumprir uma hora ou 75 minutos a mais, fazendo tarefas que até 1997 eram computadas como hora-atividade''.
Ele argumentou que o que está sendo reivindicado ao governador é justamente o retorno da grade curricular de 97 e mudança da Lei 836/97 que alterou a jornada de trabalho. ''Queremos discutir um novo Plano de Carreira e Salários, pois o que estava ruim, o Governo conseguiu piorar''.
Problemas
Custódio revelou que a Resolução 18 vem criando problemas, também, para os diretores de escola, que não não têm como comprovar esses 10 minutos a mais. ''Cada professor tem uma quantidade de aulas e disponibilidade de tempo diferentes'', ponderou o dirigente sindical.
Ele afirmou que, se o governador não revogar a Resolução 18, a direção da Apeoesp vai mobilizar a categoria e realizar uma assembléia que poderá decidir pela greve.O assunto será debatido em reunião com representantes de escola na próxima quinta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas, no auditório Victório Lanza, da Unimonte. Já no dia 24 haverá uma reunião do conselho para decidir que tipo de manifestação será feita para pressionar o Governo.
Bônus
A secretária-geral da Subsede da Apeoesp, Célia Amado, questionou, também, os valores do Bônus-Educação que o Governo do Estado repassou no mês passado aos professores ''que demonstraram maior comprometimento com o ensino público estadual'', num montante de R$ 572,8 milhões.
Segundo ela, os professores que estavam dentro dos critérios de avaliação receberam valores bem menores do que foi anunciado. ''Não conhecemos ninguém que tenha recebido o valor máximo de R$ 10 mil. Os professores que tiveram direito ao prêmio no ano passado e que, estavamm inseridos nos mesmos critérios este ano, não receberam nem a metade do que foi pago em 2005
Além disso, segundo a dirigente sindical, muitos docentes receberam menos que o valor mínimo estipulado na premiação, que seria de R$ 1.200,00.
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