Blitz em presídio gera motim em Mirandópolis. Agentes acabam feridos
Presos da Penitenciária “Nestor Canoa”, a P-1 de Mirandópolis, desencadearam na manhã desta terça-feira motim após descoberta de um túnel no raio habitacional nº 01. A escavação havia sido descoberta pelos agentes de segurança durante blitz de rotina na unidade prisional.
Mirandópolis, SP – Presos da Penitenciária “Nestor Canoa”, a P-1 de Mirandópolis, desencadearam na manhã desta terça-feira motim após descoberta de um túnel no raio habitacional nº 01. A escavação havia sido descoberta pelos agentes de segurança durante blitz de rotina na unidade prisional.
No momento em que o túnel foi descoberto, os sentenciados se revoltaram e partiram para cima dos agentes de segurança, iniciando confronto. Em meio ao tumulto, vários servidores acabaram sendo agredidos com estiletes, socos e pontapés. Apesar dos ferimentos, conseguiram evacuar do local, evitando serem tomados como reféns.
Os funcionários feridos foram encaminhados para atendimentos médicos no Hospital do município.
O túnel, também conhecido por “tatu” no vocabulário carcerário, interligava pelos menos duas celas (159 e 160). Suspeita-se que os sentenciados planejavam uma fuga em massa.
Amotinados e direção do presídio negociaram o fim do tumulto até às 12h30. Alguns presos acabaram sendo transferidos para outras unidades, entre elas, a Penitenciária “Zwinglio Ferreira”, em Presidente Venceslau.
Com o término da ocorrência, os agentes de segurança continuaram com varredura geral na unidade, visando encontrar irregularidades que possam estar em poder dos presos.
Semi-Aberto – No final da tarde, presos do anexo Semi-Aberto da P-1 de Mirandópolis seguraram alguns funcionários em uma das salas da unidade. O ato serviu com pressão para que fosse feita a transferência de um preso que havia chegado no local e reconhecido como membro de facção criminosa.
Após as negociações, o preso pivô das reivindicações acabou sendo remanejado para outra unidade.
Rebelião – Há 25 dias, a fuga frustrada do sentenciado Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, provocou rebelião com 10 servidores penitenciários reféns.
Andinho teria tentado fugir da unidade prisional após render alguns agentes de segurança. Na ocasião, ele estaria em posse de uma arma. Trajando uniforme de agente penitenciário, o preso foi surpreendido pelos agentes de escolta e vigilância penitenciária (AEVPs) que, das muralhas, abriram fogo contra ele, obrigando-o a recuar, dando inicio à rebelião.
A insurreição só terminaria por volta das 20h00, quando ficou acertado entre a comissão de negociação a liberação dos reféns e a transferência das lideranças do tumulto para outras penitenciárias.
Fonte: SIFUSPESP
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