Manifesto em presídio cobra responsabilidades do Estado
As últimas ocorrências decorrentes da desorganização do Estado em relação ao sistema prisional paulista, em especial, as verificadas junto aos trabalhadores da Penitenciária Feminina de Sant´Ana (PFS) motivou na tarde da última sexta-feira uma manifestação por parte do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP). Nem mesmo a forte chuva que caía na Zona Norte da capital esfriou os ânimos dos sindicalistas.
SISTEMA PRISIONAL
São Paulo, SP – As últimas ocorrências decorrentes da desorganização do Estado em relação ao sistema prisional paulista, em especial, as verificadas junto aos trabalhadores da Penitenciária Feminina de Sant´Ana (PFS) motivou na tarde da última sexta-feira uma manifestação por parte do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP). Nem mesmo a forte chuva que caía na Zona Norte da capital esfriou os ânimos dos sindicalistas.
Com o uso de faixas, cartazes e bandeiras, eram solicitadas melhorias nas condições de trabalho para o desempenho da função e o fim das perseguições a funcionários da PFS.
O presídio passou por rebelião há duas semanas e desde então o clima de insegurança ainda paira no local. O imóvel, entregue no final do ano passado, ainda encontra-se me reformas.
Na quinta-feira passada, Sônia Aparecida Rossi, traficante de drogas conhecida como “Maria do Pó”, fugiu da unidade acompanhada por outra presa. Suspeita-se que ela tenha se misturado a um grupo de detentas que têm acesso à área externa para pintar um dos pavilhões em reforma da unidade. Apenas na hora da contagem a caminho das celas e que as duas não foram encontradas.
Outra reivindicação dos SIFUSPESP era a permissão da entrada de aparelhos celulares a um grupo de funcionários com aval da direção. A permanência de celulares em unidades prisionais é proibida e a permissividade verificada está colocando em risco a segurança da unidade.
Ainda durante os protestos, foi criticada a atuação da diretora Maria da Penha Risola Dias no comando da unidade e a existência da Organização Não Governamental (ONG) Associação de Proteção e Assistência aos Condenados. Para o SIFUSPESP, a parceria do Estado-ONGs é uma forma de terceirização do sistema prisional e uma saída encontrada pelo Governo em se esquivar do gerenciamento pleno de suas obrigações.
“Os funcionários da Penitenciária Feminina, bem como de todas os das outras 144 unidades, estão sendo cobaias de um sistema penitenciário falido e sem uma política responsável por parte das autoridades. Nosso Sindicato tem o dever de não deixar que o trabalhador seja ainda mais vilipendiado”, afirma Antônio Ferreira, Secretário Geral do SIFUSPESP.
Fonte: SIFUSPESP
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