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Cerca de 20 assembléias de servidores públicos discutem em Brasília greve da categoria

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:18 Agência Brasil


Cerca de 20 assembléias de servidores de diversos órgãos do Poder Executivo foram realizadas ontem (15) em Brasília para discutir a greve da categoria, que estava marcada para esta quarta-feira. O Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep-DF) informou também que anteontem os estados realizaram 14 assembléias.

Cerca de 20 assembléias de servidores de diversos órgãos do Poder Executivo foram realizadas ontem (15) em Brasília para discutir a greve da categoria, que estava marcada para esta quarta-feira. O Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep-DF) informou também que anteontem os estados realizaram 14 assembléias.
 
O sindicato informou que os servidores do Ministério da Educação vão se reunir na sexta-feira (17) para discutir a possibilidade de paralisação na próxima segunda (20). No Ministério da Agricultura, da Justiça e do Planejamento, os servidores adiaram a discussão para terça-feira (21).
 
O Sindsep-DF ainda não tem informações sobre o movimento em nível nacional. O Sindicato divulgou nota dizendo que a proposta feita pelo governo na quinta-feira (9) "deixa claro que a intenção é mesmo provocar a desagregaçao dos servidores e isso só fortaleceu a união do funcionalismo, que está preparado para deflagrar nova greve, caso os acordos firmados em julho do ano passado não sejam cumpridos".
 
Na ocasião, segundo destaca o Sindsep, os servidores estavam em greve e suspenderam o movimento acreditando nas promessas. Eles criticam a decisão do governo de "oferecer reajuste por meio de gratificações produtivistas. Ao contrário do que diz o governo, os percentuais de reajuste de 65% (para nível Superior), de 59% (Intermediário) e 48% (Auxiliar), aparentemente favoráveis, devem incidir sobre uma gratificação produtivista, que representa, em média, menos de um quarto dos salários da categoria".
 
O Sindsep critica também "a decisão de quebrar a paridade entre ativos e aposentados, oferecendo um reajuste diferenciado para inativos". Outro ponto negativo apontado pelo sindicato é o parcelamento do aumento, com a primeira parcela a ser paga neste ano, no valor de R$ 700 milhões, e a segunda em 2007, no total de R$ 500 milhões.
 
Fonte: Agência Brasil




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