Penitenciária de Iperó continua em rebelião. Prédio poderá ser desativado devido proporções da destruição
Sorocaba, SP - Já dura oito horas a rebelião na Penitenciária “Odon Ramos Maranhão”, em Iperó, próximo a Sorocaba. Os rebelados mantém 22 servidores penitenciários reféns, sendo pelo menos 17 agentes de segurança e os outros cinco reféns, ocupantes de cargos administrativos na unidade.
SEGUNDA SEM LEI
Sorocaba, SP - Já dura oito horas a rebelião na Penitenciária “Odon Ramos Maranhão”, em Iperó, próximo a Sorocaba. Os rebelados mantém 22 servidores penitenciários reféns, sendo pelo menos 17 agentes de segurança e os outros cinco reféns, ocupantes de cargos administrativos na unidade.
Até o momento não se sabe ao certo a origem da rebelião. Sabe-se apenas que a mesma teve origem no raio habitacional 01, quando os presos partiram para cima dos agentes e fizeram de uma só vez 16 reféns. Daí por diante mais oito servidores foram feitos reféns.
Desde seu inicio, os rebelados estão promovendo a destruição do imóvel, a exemplo do que foi feito no ano passado nas penitenciárias de Presidente Prudente I e Presidente Venceslau I e II, além do CDP de Praia Grande. Pode ser que o motim transcorra até amanhã e que, durante a noite, mais destruição seja feita.
De acordo com os diretores do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP), Nilson de Oliveira e Adauton Cleiss, que acompanharam durante a tarde o motim, possivelmente o imóvel necessitará ser interditado para reforma geral. “Estão quebrando tudo e ateando fogo em muitas coisas”, comentou Cleiss.
A tropa de choque da Polícia Militar teria tomado as muralhas no final da tarde e utilizado bombas de efeito moral contra os rebelados. A ação teve apoio de helicópteros. Não há informações ainda de reféns feridos com a ação da PM. Uma equipe de negociação, composta por representantes do Governo, tenta colocar fim na rebelião e a liberação dos reféns.
Essa foi a segunda rebelião nos sete anos da penitenciária de Iperó. Na semana passada Vandelson José da Silva assumiu o posto de Fábio de Oliveira.
Em reportagem da Agência Estado, os presos justificaram a rebelião como sendo um protesto “contra a omissão e descaso do Estado”. Na mesma reportagem, os presos deixam uma mensagem clara de que ações como a que ocorre Iperó poderão ser desencadeadas com maior freqüência. “Não há qualquer esperança de solução dessas insurgências que intranqüilizam a sociedade, enquanto o governo do Estado não reconhecer que a questão é de humanidade, não de construções físicas e sim respeito para com os presos (...) tratados como escravisticamente (sic)".
Na mensagem, os rebelados ainda defendem os servidores penitenciários, os colocando também como vítimas do Estado no desempenho da função e elogiam os funcionários, cuja “(...) a grande maioria dos agentes sabe respeitar os regulamentos e os direitos”, disseram os presos, conforme a Agência Estado.
Fonte: SIFUSPESP
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