Sindicato e funcionários de CDP celebram ato em memória de agentes assassinados
São Paulo, SP – Ato ecumênico realizado no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, lembrou a data de um ano da morte dos agentes de segurança penitenciária Willians Nogueira e Vicente Luzan da Silva, mortos de forma brutal durante rebelião ocorrida na unidade em março de 2005.
UM ANO DEPOIS
São Paulo, SP – Ato ecumênico realizado no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, lembrou a data de um ano da morte dos agentes de segurança penitenciária Willians Nogueira e Vicente Luzan da Silva, mortos de forma brutal durante rebelião ocorrida na unidade em março de 2005.
Lideranças religiosas somaram-se na fé junto a um grande grupo de pessoas, maioria funcionários da unidade e colegas dos agentes mortos.
Os diretores do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP), Luiz da Silva Filho e Antonio Ferreira lembraram do ocorrido e das repercussões que se desenrolaram com a tragédia. Não apenas no Estado e no país as mortes tiveram destaque. Fotos dos dois reféns ainda vivos, captadas pelas lentes de fotógrafos e cinegrafistas, ganharam o mundo ilustrando reportagens sobre a falta de condições de trabalho dos servidores penitenciários fornecida pelo Governo do Estado.
Outro fato levantado foi que até o momento, pelo menos uma das famílias não teriam sido indenizadas pelo Estado. “Em outras situações, vitimas de rebeliões, graves ou não, passam fome quando estão de licença medica, justamente para se tratarem e se recomporem psicologicamente do trauma”, lembrou Silva Filho, mencionando os descontos que são praticados nos vencimentos dos servidores afastados.
Ferreira, por sua vez, mencionou o assassinato de um outro servidor penitenciário, uma semana depois as mortes em Pinheiros, na porta da sede do Sindicato, na capital.
A Pastoral Carcerária, que esteve no Ato, incentivou os servidores penitenciários a se unirem e se organizarem para conseguirem maior êxito nas lutas reivindicatórias por melhores condições de trabalho a serem fornecidas pelo Estado.
Ao final do ato, flores foram entregues aos funcionários do CDP I e II em homenagem aos mortos e simbolizando os desejos de paz e harmonia no sistema prisional paulista.
Fonte: SIFUSPESP
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