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Sindicatos e entidades se unem contra a privatização da Linha 4 do Metrô paulista

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:18 Sindicato dos Metroviários


No próximo dia 23 de março, quinta-feira, um ato vai marcar o lançamento da Campanha Diga Não à Privatização do Metrô. O evento acontece a partir das 18h, no Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa, e pretende mostrar à população a importância de impedir o processo de privatização da Linha 4-Amarela do Metrô, pretendida pelo governador Geraldo Alckmin. Com essa mobilização, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo pretende garantir que o Metrô continue público, prestando serviços de qualidade e com profissionais capacitados.

No próximo dia 23 de março, quinta-feira, um ato vai marcar o lançamento da Campanha Diga Não à Privatização do Metrô. O evento acontece a partir das 18h, no Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa, e pretende mostrar à população a importância de impedir o processo de privatização da Linha 4-Amarela do Metrô, pretendida pelo governador Geraldo Alckmin. Com essa mobilização, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo pretende garantir que o Metrô continue público, prestando serviços de qualidade e com profissionais capacitados.

O ato vai reunir diversas entidades, como a Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Engenheiros, o Sindicato dos Trabalhadores em Água Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema), o Sindicato dos Advogados, entre outros.

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Flávio Godói, o presidente da Fenametro, Wagner Fajardo, o presidente da CUT, João Felício, o deputado estadual Nivaldo Santana (PCdoB), a deputada estadual Ana Martins (PCdoB), entre outros parlamentares e lideranças dos movimentos sociais já confirmaram presença no evento.

Histórico

O artifício utilizado pelo governo paulista para privatizar a Linha 4-Amarela é a implantação da primeira Parceria Público Privada (PPP) do Estado. De acordo com o contrato proposto, o setor público investirá US$ 922 milhões no empreendimento (73% do total) e ainda investirá na modernização e ampliação da Linha C da CPTM, enquanto a iniciativa privada se responsabilizará pelos 27% restantes (aproximadamente US$ 340 milhões).

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo e demais entidades que condenam a privatização do Metrô questionam a necessidade de entregar à iniciativa privada o serviço público mais bem avaliado pela população paulistana. Por isso, já protocolaram no Fórum da Fazenda Pública uma ação civil pública, com o pedido de anulação do processo de licitação que prevê a privatização da Linha 4 – Amarela do Metrô paulistano, por identificar diversas irregularidades no edital.

Pelo edital lançado pelo governo estadual, a empresa que formalizar essa parceria terá lucro garantido ao longo das três décadas de vigência do contrato. Outros dois pontos da proposta lançada pelo governo estadual preocupam os trabalhadores e parte da sociedade: o edital proposto pelo governo estadual não dá nenhuma garantia de que os trabalhadores que virão a ser contratados para a Linha 4-Amarela terão respeitados os direitos conquistados ao longo dos últimos anos; além disso, as dezenas de privatizações realizadas ao longo dos últimos anos (tanto em São Paulo quanto em todo o Brasil) demonstram que tal artifício não é sinônimo de benefícios para a população. Muito pelo contrário: em geral, as empresas privadas obtiveram lucros imensos, enquanto os cidadãos e principalmente os trabalhadores dessas empresas foram prejudicados.

Fonte: Sindicato dos Metroviários
Fernando Damasceno ou Lílian Âmbar, no telefone 3644-6928.



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