Tensão política aumenta em Brasília com CPIs em fase final e Palocci sob fogo cruzado
Quebra de sigilo do caseiro, propostas na mesma linha para Okamoto e filho de Lula, além do relatório final na CPI dos Correios agravam cenário político.
Está desencadeado um período de muita tensão
política em Brasília, mesmo sem ter sido deflagrada a campanha. Não bastasse
toda repercussão do episódio do caseiro que desmentiu o depoimento o ministro
Palocci, e o agravante com jeito de represália na quebra de seu sigilo bancário,
o relatório da CPIs dos Correios promete impactar o debate.
O primeiro impasse político que vai atrasar suas conclusões envolve a adjetivação. Já se sabe que haverá pedido de vistas da bancada do governo, tentando amenizá-lo, mesmo correndo risco de desgastes. A votação sairá até a semana santa com muita sorte. O relatório-geral da CPI dos Correios pretende pedir o indiciamento de mais de 100 pessoas, segundo o relator Osmar Serraglio. O sub-relatório do deputado Antônio Carlos Magalhães Neto, incumbido da investigação dos fundos de pensão propõe o indiciamento de 49 pessoas. Nele aparecem dirigentes das fundações e operadores do mercado financeiro das corretoras que fizeram negócios com os fundos e o ex-assessor da Casa Civil e ex-secretário de Comunicação do PT, Marcelo Sereno, acusado de ter induzido a especulação. Dos 49 pedidos de indiciamento, 36 são por infrações administrativas e previstas no Código de Penal e outras 13 tratam de irregularidades previstas no Código Civil. Em meio a esse debate na CPI dos Correios, a outra CPI, a dos Bingos, vive também agora o seu momento mais agudo, diante do agravamento da situação do ministro Palocci. Seus integrantes deverão votar, hoje, cinco requerimentos polêmicos. Será apresentado requerimento para quebrar o sigilo bancário de Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Lula, que já cogitado desde a turbulenta sessão plenária do Senado, segunda-feira.
O primeiro impasse político que vai atrasar suas conclusões envolve a adjetivação. Já se sabe que haverá pedido de vistas da bancada do governo, tentando amenizá-lo, mesmo correndo risco de desgastes. A votação sairá até a semana santa com muita sorte. O relatório-geral da CPI dos Correios pretende pedir o indiciamento de mais de 100 pessoas, segundo o relator Osmar Serraglio. O sub-relatório do deputado Antônio Carlos Magalhães Neto, incumbido da investigação dos fundos de pensão propõe o indiciamento de 49 pessoas. Nele aparecem dirigentes das fundações e operadores do mercado financeiro das corretoras que fizeram negócios com os fundos e o ex-assessor da Casa Civil e ex-secretário de Comunicação do PT, Marcelo Sereno, acusado de ter induzido a especulação. Dos 49 pedidos de indiciamento, 36 são por infrações administrativas e previstas no Código de Penal e outras 13 tratam de irregularidades previstas no Código Civil. Em meio a esse debate na CPI dos Correios, a outra CPI, a dos Bingos, vive também agora o seu momento mais agudo, diante do agravamento da situação do ministro Palocci. Seus integrantes deverão votar, hoje, cinco requerimentos polêmicos. Será apresentado requerimento para quebrar o sigilo bancário de Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Lula, que já cogitado desde a turbulenta sessão plenária do Senado, segunda-feira.
Outro requerimento, pede a convocação do presidente
da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso. O objetivo é colher suas explicações
sobre a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos
Costa, independente do que ele disse ontem para o grupo de parlamentares que foi
cobrar explicações sobre o caso Francenildo, sem nenhum resultado objetivo. O
senador José Jorge protocolou também um novo pedido de quebra de sigilos
bancário, fiscal e telefônico do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. Esta é
uma segunda tentativa, pois na primeira o STF concedeu liminar, anulando a
decisão. Mas há mais: o senador Álvaro Dias apresentou dois requerimentos:
reconvocando o motorista Francisco das Chagas Costa e chamando o corretor Carlos
Magalhães, que deu recente entrevista. Tal como Francenildo, ambos admitem ter
visto o ministro da Fazenda na casa dos ex-assessores de Ribeirão Preto, em
entrevistas.
A reação de Lula
O presidente Lula acabou reconhecendo, ontem, em Salvador, que o seu momento político não é bom, ao dizer que "hoje, não estou bem, a situação está mal. Mas eu acredito em Deus, sou brasileiro e lutador". Ele visitou o canteiro de obras do metrô de Salvador. Considerou de "baixo nível" as denúncias contra o ministro Palocci e disse estar disposto a entrar na briga para defender o governo. "Um presidente da República não pode responder a todas as ofensas e ataques. Mas quem me conhece sabe que eu gosto de uma briga, adoro uma briga. Agora, sou presidente e não posso responder a cada baixo nível que fazem contra mim".
O presidente Lula acabou reconhecendo, ontem, em Salvador, que o seu momento político não é bom, ao dizer que "hoje, não estou bem, a situação está mal. Mas eu acredito em Deus, sou brasileiro e lutador". Ele visitou o canteiro de obras do metrô de Salvador. Considerou de "baixo nível" as denúncias contra o ministro Palocci e disse estar disposto a entrar na briga para defender o governo. "Um presidente da República não pode responder a todas as ofensas e ataques. Mas quem me conhece sabe que eu gosto de uma briga, adoro uma briga. Agora, sou presidente e não posso responder a cada baixo nível que fazem contra mim".
Surpresa
A Câmara aprovou ontem a proibição de divulgação de pesquisas eleitorais no período de 15 dias antes das eleições. A mudança foi inserida durante a continuidade da votação do projeto que reduz os gastos de campanha. O texto básico do projeto sofreu novas modificações, envolvendo gastos, mas o projeto, depois de concluída a votação, ainda irá ao Senado para nova apreciação. E nem se tem certeza sobre as mudanças poderão valer para as eleições deste ano.
A Câmara aprovou ontem a proibição de divulgação de pesquisas eleitorais no período de 15 dias antes das eleições. A mudança foi inserida durante a continuidade da votação do projeto que reduz os gastos de campanha. O texto básico do projeto sofreu novas modificações, envolvendo gastos, mas o projeto, depois de concluída a votação, ainda irá ao Senado para nova apreciação. E nem se tem certeza sobre as mudanças poderão valer para as eleições deste ano.
Por Carlos Fehlberg (Mais política em Fique
Atento/bastidores de mesma autoria)