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Ato lança campanha contra a privatização da linha 4 do metrô

por Marcelo Franzeseúltima modificação 10/02/2008 10:18 Sindicato dos Metroviários


Metroviários têm conseguido êxito nas ações contra a privatização. A última suspendeu o processo de licitação da linha 4 do metrô. Um dos motivos para esse impasse é que, pelo edital lançado pelo governo estadual, a empresa que formalizar essa parceria terá lucro garantido ao longo das três décadas de vigência do contrato

Na noite desta quinta-feira, 23 de março, aconteceu o ato de lançamento da Campanha contra a privatização da linha 4 do metrô, no Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa. O evento, organizado pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo, marca o início de uma luta de diversas organizações, partidos e entidades contra as pretensões do governo Geraldo Alckmin de realizar a primeira Parceria Público Privada (PPP) do Estado.
 
Entre os participantes, destaque para membros de quatro partidos políticos: PT, PCdoB, PSTU e PSOL. Lideranças da CUT, da Fenametrô, do Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto (Sintaema), parlamentares da Câmera Federal e da Assembléia Legislativa de São Paulo.
 
Os metroviários vêm conseguindo diversas vitórias nos últimos dias. A mais importante, foi conseguir, por meio do Tribunal de Contas do Estado, suspender o processo de licitação da linha 4 do metrô. Durante o ato, o presidente do Sindicato dos Metroviários, Flávio Montesinos Godói, ressaltou a importância dessa decisão. "Essa vitória é um mérito de todos aqueles envolvidos nesta luta contra a privatização. Esse ato mostra a dimensão da categoria dos metroviários e essa luta mostra a importância desse processo em todo país contra as PPP´s", afirmou.
 

Histórico 
O artifício utilizado pelo governo paulista para privatizar a Linha 4-Amarela é a implantação da primeira Parceria Público Privada (PPP) do Estado. De acordo com o contrato proposto, o setor público investirá US$ 922 milhões no empreendimento (73% do total) e ainda investirá na modernização e ampliação da Linha C da CPTM, enquanto a iniciativa privada se responsabilizará pelos 27% restantes (aproximadamente US$ 340 milhões).
 
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo e as demais entidades que condenam a privatização do Metrô questionam a necessidade de entregar à iniciativa privada o serviço público mais bem avaliado pela população paulistana, entre outras irregularidades.
 
Pelo edital lançado pelo governo estadual, a empresa que formalizar essa parceria terá lucro garantido ao longo das três décadas de vigência do contrato. Outros dois pontos da proposta lançada pelo governo estadual preocupam os trabalhadores e parte da sociedade: o edital proposto pelo governo estadual não dá nenhuma garantia de que os trabalhadores que virão a ser contratados para a Linha 4-Amarela terão respeitados os direitos conquistados ao longo dos últimos anos; além disso, as dezenas de privatizações realizadas ao longo dos últimos anos (tanto em São Paulo quanto em todo o Brasil) demonstram que tal artifício não é sinônimo de benefícios para a população. Muito pelo contrário: em geral, as empresas privadas obtiveram lucros imensos, enquanto os cidadãos e principalmente os trabalhadores dessas empresas foram prejudicados.



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