Busato: queda de Palocci será melhor para o governo e o País
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, afirmou há pouco não acreditar que a saída do governo do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deverá implicar qualquer mudança de rumos na economia brasileira. “Não acredito, pois tecnicamente a economia não se alterou quando mudou o governo (de Fernando Henrique Cardoso para Luiz Inácio Lula da Silva) e não será agora que vai mudar, só com a saída de um ministro”, disse Busato em entrevista à imprensa em Blumenau (SC), ao saber do pedido de demissão de Palocci. Para Busato, a demissão do ministro, “pode ser até melhor para o governo e o País, pois contra Palocci pesam graves acusações – e por isso ele renunciou-, ao passo que pode ser escolhido alguém para substituí-lo por certo isento de acusações tão graves”.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, afirmou há pouco não acreditar que a saída do governo do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deverá implicar qualquer mudança de rumos na economia brasileira. “Não acredito, pois tecnicamente a economia não se alterou quando mudou o governo (de Fernando Henrique Cardoso para Luiz Inácio Lula da Silva) e não será agora que vai mudar, só com a saída de um ministro”, disse Busato em entrevista à imprensa em Blumenau (SC), ao saber do pedido de demissão de Palocci. Para Busato, a demissão do ministro, “pode ser até melhor para o governo e o País, pois contra Palocci pesam graves acusações – e por isso ele renunciou-, ao passo que pode ser escolhido alguém para substituí-lo por certo isento de acusações tão graves”.
Para o presidente nacional da OAB, o quadro para o governo pode ser melhor sem Palocci também porque o ministro não estava conseguindo “manter a credibilidade moral e ética exigida na condução dos negócios monetários do País”. Busato criticou a demora na decisão do governo em demitir o ministro da Fazenda. “O presidente Lula é recorrente neste tipo de erro, pois fez o mesmo no escândalo Waldomiro Diniz, quando não tomou posição e manteve seu chefe – o então ministro da Casa Civil, José Dirceu – até que ele saiu sangrando dentro do Congresso Nacional”.
Segundo Busato, Palocci há tempos vem sendo alvo de denúncias sem que o presidente Lula tenha tomado qualquer decisão. Para ele, a mesma “irredutibilidade”, Lula tem demonstrado em relação ao ministro Luiz Gushiken, que mudou de função mas continua no Palácio do Planalto, embora sobre ele pese diversas denúncias. “A raposa continua cuidando do galinheiro”, disse Busato referindo-se à manutenção de Gushiken no governo. “Nesse ponto, o presidente Lula é réu confesso”, afirmou, referindo-se ao fato do presidente se mostrar irredutível diante de denúncias graves a seus auxiliares.
Fonte: OAB Nacional
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