Governador nomeia Rodrigo Pinho para Procurador-Geral de Justiça
O Procurador de Justiça Rodrigo Pinho foi reconduzido ao cargo de Procurador-Geral de Justiça, na tarde de hoje (27/03), pelo Governador Geraldo Alckmin. Pinho foi votado por 61,8% dos Promotores e Procuradores de Justiça que compareceram às urnas no último sábado (25/03).
O Procurador de Justiça Rodrigo Pinho foi reconduzido ao cargo de Procurador-Geral de Justiça, na tarde de hoje (27/03), pelo Governador Geraldo Alckmin. Pinho foi votado por 61,8% dos Promotores e Procuradores de Justiça que compareceram às urnas no último sábado (25/03).
No total, 1.615 eleitores votaram nesta eleição. Destes, 998 assinalaram o nome de Rodrigo Pinho para comandar o Ministério Público no próximo biênio 2006/2008.
No sábado à noite, o site do Ministério Público informava que houve um total de 4.845 votos, mas não explicava que eram apenas 1.615 eleitores e que cada eleitor poderia escolher até três candidatos para ocupar o cargo, sem ordenar a preferência.
Outro mal entendido está no número de votos em branco divulgado no sábado: 2.528 ou 52,18% do total. Isso se deve ao fato de que cada membro do MP tem o direito de votar em até três nomes. Se, ao votar, o integrante do MP escolheu apenas um nome, foram considerados outros dois votos em branco.
Assim, Rodrigo Pinho recebeu 998 votos (61,8%); Luís Daniel Pereira Cintra, 600 votos (37,2%), Carlos Henrique Mund, 413 votos (25,6%); e René Pereira de Carvalho, 255 votos (15,8%).
O número expressivo de votos de Pinho representou a maior votação para o cargo de Procurador-Geral de Justiça desde 1988, tanto em número absoluto de votos (998) como em percentual (61,8%).
Pinho, que foi procurador-geral nos últimos dois anos, atribuiu sua nova vitória às realizações do primeiro mandato e às "profundas modificações positivas na carreira de Promotor, que melhoraram as condições de trabalho da classe". Além disso, foi extremamente importante a aproximação do MP com a sociedade obtida pelas 13 audiências públicas realizadas em todo Estado e pelas duas campanha de comunicação (“Pode de Investigação” e “20 anos da Lei de Ação Civil Pública”).
“Foi uma conquista das forças democráticas da instituição, compromissadas com os direitos humanos e que acreditam na necessidade da preservação do Estado democrático de Direito", disse Pinho, logo após a contagem dos votos.
Ele afirmou ainda que entre as metas para o próximo biênio destacam-se: a maior aproximação da Instituição com a sociedade, minimização das divergências políticas internas e melhora da estrutura de trabalho dos promotores.
O procurador-geral, além de administrar o órgão, tem atribuição constitucional de investigar corrupção e improbidade envolvendo deputados, secretários estaduais, prefeitos e o governador.
Fonte: Ana Paula Prado
Ministério Público de São Paulo
3119-9273/9233-2547
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