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Parceria vai melhorar saúde bucal de alunos da rede pública

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:18 Agência Saúde www.saude.gov.br


O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, e o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, firmaram hoje acordo de cooperação técnica para desenvolvimento de ações de saúde bucal e segurança alimentar e nutricional para crianças e adolescentes envolvidos com as atividades do Programa Segundo Tempo, do governo federal. O acordo busca melhorar a qualidade de vida dos estudantes de ensino fundamental e médio dos estabelecimentos públicos de educação por meio da prevenção odontológica e a promoção da alimentação saudável.

O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, e o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, firmaram hoje acordo de cooperação técnica para desenvolvimento de ações de saúde bucal e segurança alimentar e nutricional para crianças e adolescentes envolvidos com as atividades do Programa Segundo Tempo, do governo federal. O acordo busca melhorar a qualidade de vida dos estudantes de ensino fundamental e médio dos estabelecimentos públicos de educação por meio da prevenção odontológica e a promoção da alimentação saudável.
 
A parceria entre os ministérios determina: a criação de um grupo de trabalho com integrantes das duas partes, que se reunirá mensalmente; a capacitação em saúde bucal, educação alimentar/nutricional de professores e monitores atuantes no programa; a elaboração e distribuição conjunta de material didático e educativo de apoio; o desenvolvimento de estudos e pesquisas na área da atividade física, saúde bucal e alimentar, além da impressão de cartilha de prevenção.
 
Os atendimentos em saúde bucal aos estudantes participantes do Segundo Tempo serão prestados em consultórios públicos de odontologia de todo o país integrados ao Programa Brasil Sorridente do Ministério da Saúde, a primeira política pública de saúde bucal, lançada em março de 2004.
 
Brasil Sorridente - A Política Nacional de Saúde Bucal, trabalhada pelo Programa Brasil Sorridente, tem possibilitado a ampliação e qualificação do acesso da população às ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde bucal. O Brasil Sorridente reúne uma série de ações em saúde bucal voltadas para cidadão de todas as idades, com ampliação do acesso ao tratamento odontológico aos brasileiros no âmbito do SUS. As principais linhas de ação são a viabilização da adição de flúor a estações de tratamento de águas de abastecimento público, a reorganização da Atenção Básica (especialmente por meio da Estratégia Saúde da Família) e da Atenção Especializada, pela implantação de Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias.
 
Segundo dados da pesquisa SB Brasil do Ministério da Saúde, divulgados em 2003, mais que 13% da população entre 15 e 19 anos nunca foi ao dentista. A Região Nordeste apresentou o maior índice de pessoas que nunca foram ao dentista e a Região Sul, os melhores valores relativos ao acesso aos serviços odontológicos.
 
A média do índice dentes Cariados, Perdidos ou Obturados (CPO) em crianças de 12 anos é de 2,78, alcançando meta da Organização Mundial de Saúde  (OMS) para o ano 2000, que era de um CPO máximo de três dentes. Entretanto, o CPO dos adolescentes é de 6,19. Observa-se que, em um curto espaço de tempo, o índice de CPO mais que dobra entre os adolescentes. Fora do padrão OMS também estão as crianças menores de 5 anos, onde o recomendado é que metade delas não tenham cáries, e no Brasil, apenas 40% das crianças têm todos os dentes sadios.
 
A OMS estabelece ainda que 80% jovens de 18 anos devam ter todos os dentes. Mas os brasileiros desta faixa etária estão abaixo dessa meta, quando apenas 55% deles apresentam a dentição completa.
 
Segundo Tempo - O programa do Ministério do Esporte, em parceria com o Ministério da Educação, possibilita o acesso à prática esportiva aos alunos matriculados no ensino fundamental e médio dos estabelecimentos públicos de educação do Brasil, principalmente em áreas de vulnerabilidade social. O contato do estudante com a prática esportiva estimula o desenvolvimento de capacidades e habilidades motoras e ainda contribui para a diminuição da exposição a situações de risco social.
 
Cerca de 1,4 milhão de estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino já foram beneficiados pelo programa desde sua criação, há três anos. Atualmente, o Segundo Tempo conta com 200 parceiros, entre secretarias de educação e do esporte municipais e estaduais e organizações não governamentais (ONG).
 
Agência Saúde
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