Presidente Venceslau, SP – Faltando apenas três dias para entregar o cargo de governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin recebeu nesta terça-feira, durante visita à Presidente Prudente, no extremo oeste de São Paulo, um ofício contendo o relato das principais falhas administrativas e a falta de investimentos que os quase dez anos do governo tucano propiciou à segunda região mais pobre do Estado.
CARTA-DESPEDIDA
Presidente Venceslau, SP – Faltando apenas três dias para entregar o cargo de governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin recebeu nesta terça-feira, durante visita à Presidente Prudente, no extremo oeste de São Paulo, um ofício contendo o relato das principais falhas administrativas e a falta de investimentos que os quase dez anos do governo tucano propiciou à segunda região mais pobre do Estado.
Redigido e assinado por um grupo de sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores, incluído, entre outros, o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP), o documento repudia o descaso e a pouca atenção dada por Geraldo Alckmin às questões sociais no oeste paulista.
Conforme consta no oficio entregue ao candidato em campanha à Presidência da República, o período do qual Alckmin esteve a frente do Governo do Estado, ou mesmo ocupando a vice-governança, foram os que mais castigaram, de forma severa, os trabalhadores do Estado de São Paulo, bem como os demais contribuintes.
Além dos temas emprego, saúde, rodovias e pedágios, educação, segurança, reforma agrária, privatizações e salários, a questão envolvendo o sistema prisional foi enfocada. O assunto foi tratado como “o maior ‘presente de grego’” dado à sociedade.
No decorrer do mandato, o atual Governo do Estado construiu cerca de 20 unidades prisionais apenas na região oeste. Com a desativação da Casa de Detenção (Carandiru) na capital, Alckmin criou dezenas de “carandirus caboclos” em todo interior paulista, em especial, na região de Presidente Prudente.
Aproximadamente 21 mil presos - a maior concentração por metro quadrado em todo o planeta - lotam e superlotam as unidades construídas à beira das rodovias, em obras faraônicas sem o menor planejamento para o cumprimento da execução penal. Em contrapartida, nenhuma obra de melhoria foi feita no decorrer da gestão para com as cidades que as abrigam.
Os sindicatos cutistas também cobraram a falta de políticas de respeito e valorização salarial do funcionalismo público, quando em diversas oportunidades, Alckmin se esquivou de responsabilidades e se escondeu atrás da Lei de Responsabilidade Fiscal, mesmo se orgulhando por repetidas vezes, de chefiar o Estado com a maior arrecadação do país e com o maior orçamento anual.
Nas considerações finais, os sindicatos deixam um recado claro à Alckmin: “Tendo como base estes singelos esclarecimentos e o senso critico dos eleitores brasileiros, é que temos a certeza que esse que tal modelo político jamais passará do Palácio dos Bandeirantes para o Palácio do Planalto. Os demais cento e quarenta e cinco milhões de brasileiros não merecem sofrer o mesmo que os 40 milhões de paulistas já sofrem com este modelo neoliberal, fruto da cartilha defendida no Consenso de Washington, que desvaloriza a condição humana em nome de um Projeto de concentração de rendas provocando o caos social”.
O documento termina parafraseando um dos mais conhecidos slogans do Governo: “Geraldo Alckmin - Governo que fala pouco, atrapalha muito e nada faz pela classe trabalhadora e para os cidadãos paulistas”
Fonte: SIFUSPESP