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Renan tenta afastar o risco de não sair o relatório da CPI dos Correios

por Marcelo Franzeseúltima modificação 10/02/2008 10:28 Política para Políticos


Um acordo inicial: refeito o relatório aprovável e transformados pontos polêmicos em emendas para ir à votação

Depois de meses discutindo o mensalão, investigando responsabilidades e beneficiados, o relatório oficial do peemedebista Osmar Serraglio concluiu por sua existência, foi além na origem dos recursos, mas gerou uma forte reação do PT.

Ela ganhou proporções e foi imediata, a ponto de produzir um relatório paralelo, negando grande parte do que dizia Serraglio e gerando um impasse. A maior surpresa foi a contestação à existência do mensalão, alvo de muitas confirmações e dados no relatório do deputado Serraglio e acolhido pela opinião pública como verdade definitiva. Diante das reações, o relator, escolhido pelo próprio governo, foi hábil na sua resposta: “se negarmos o mensalão estaremos remetendo os recursos identificados como tendo sido usados como caixa-2 da campanha de Lula...” O problema acabou no gabinete do presidente do Senado, ontem à noite, diante do risco de não surgir relatório nenhum num episódio que alcançara tamanha repercussão. Resultado: foi criado um grupo de sistematização para ajudar o deputado Osmar Serraglio a fechar seu relatório, já lido oficialmente. Os petistas Maurício Rands e Eduardo Cardoso e os oposicionistas Eduardo Paes e ACM Netto formaram o grupo. Pontos polêmicos serão submetidos à votação em separado. A CPI voltou a reunir-se, à noite, ouvindo a leitura do relatório petista, que virou um longo substitutivo. É uma tentativa. A votação continuará hoje à tarde sob tensão geral.

Alckmin tenta ampliar
Aos poucos o candidato Geraldo Alckmin vai fechando acertos partidários. Com o PFL está bem entendido. Afinal o Partido ficou com o governo estadual e prefeitura da capital em São Paulo e admitiria ceder a candidatura à vice-presidente para o PMDB. Seja pefelista ou peemedebista o nome sairia do Nordeste. Jarbas Vasconcelos no segundo caso e José Agripino no primeiro. Um nordestino, mas tucano, entrou ontem no staff, o senador do PSDB de Pernambuco, Sérgio Guerra, vai ser o coordenador da campanha.

E Itamar?
O PMDB começa a admitir três caminhos para a sucessão, oferece o vice numa chapa com o PT ou com o PSDB, que já o assediam, ou confirma a candidatura própria. A verticalização tornou difícil esse caminho, mas apesar disso o nome do ex-presidente Itamar Franco está sendo ouvido a respeito. O senador Pedro Simon, entre outros, já teria promovido sondagens nessa direção.


Por Carlos Fehlberg (Mais política em Fique Atento/bastidores de mesma autoria)




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