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Afuse denuncia direção de escola

por micelliúltima modificação 10/02/2008 10:25 A Tribuna Digital


O Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação (Afuse) encaminhou à Promotoria Criminal denúncia de omissão e improbidade administrativa contra a direção da Escola Estadual Antônio Ablas Filho e, indiretamente, a Diretoria de Ensino - Região de Santos (Ders).

O Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação (Afuse) encaminhou à Promotoria Criminal denúncia de omissão e improbidade administrativa contra a direção da Escola Estadual Antônio Ablas Filho e, indiretamente, a Diretoria de Ensino - Região de Santos (Ders). Uma das acusações do sindicato é de que o consumo de entorpecente não é coibido dentro da unidade, localizada na Avenida Bartolomeu de Gusmão, nº 107, na Aparecida.
Protocolado no Ministério Público na última sexta-feira, o processo também foi encaminhado à Ders, na mesma data, e hoje será levado à Promotoria de Justiça e Cidadania. O documento pede a apuração rigorosa das responsabilidades dos fatos.
Segundo o diretor estadual da Macrorregião Santos, Marcelo de Mattos, a entidade tem recebido, nos últimos anos, graves denúncias relacionadas ao consumo de entorpecente (cigarros de maconha) e de bebidas alcoólicas e ao vandalismo na unidade escolar.
Conforme o sindicalista, toda a vez que os funcionários observam o consumo de entorpecentes nas dependências da escola e comunicam a diretora, ela age com evasivas e se omite.
Mattos diz que tal procedimento faz com que os servidores deixem de apresentar novas denúncias, pois se sentem desprestigiados e inseguros.
O diretor da Afuse cita que a ronda escolar registrou algumas ocorrências relacionadas ao porte de drogas, bombas na escola e furtos. ''E não houve um mínimo trabalho com a comunidade escolar, com discussões, nem projetos para mudar essa realidade''.
Uma das alunas da escola, que não quis se identificar, disse que, algumas vezes, já sentiu cheiro de maconha dentro da escola. ''Mas nunca vi. Sei que usam droga, mas não sei em qual lugar da unidade''.
Vandalismo
De acordo com o processo encaminhado ao MP, uma das professoras encontra-se em licença-saúde desde 2004, por conta de explosão de uma bomba dentro da sala de aula. O fato foi registrado em boletim de ocorência e comunicado à Diretoria de Ensino.
O documento elaborado pelo sindicato relata ainda a fuga de alunos durante o período de aulas, pelos muros, portões e até pelo centro de capacitação da diretoria. ''O fato já foi denunciado inúmeras vezes à direção. Além disso, muitos alunos possuem cópia das chaves da porta de acesso à escola, e entram e saem quando bem entendem''.
No processo encaminhado ao Ministério Público consta ainda que, em 2004, um dos funcionários apontou os erros verificados, através de uma apuração preliminar no âmbito escolar, opinando, ao final, pela instauração de uma sindicância. ''No entanto, parecer da Coordenadoria de Ensino do Interior (CEI), da Secretaria da Estado da Educação, indeferiu o pedido e arquivou a solicitação. Uma atitude de omissão, negligência e conivência''.
Agressões e injúrias a servidores também fazem parte da denúncia do sindicato. ''E não houve ação por parte da direção de proteger a integridade desses trabalhadores''.
No processo, constam ainda mensagens e diálogos de alunos da escola, extraídas de uma comunidade do Orkut, site de conversação na internet, que, segundo Mattos, confirmam o grau de indisciplina da referida unidade de ensino.
''No Orkut, é possível ver conversas entre os estudantes sobre bombas e uso de entorpecentes na escola, além de fotos de alunos pulando o muro e disparando o alarme da unidade''.
Os vizinhos também reclamam da indisciplina dos estudantes. Segundo moradores de um prédio ao lado do colégio, os jovens atiram lixo nas dependências do condomínio, entupindo calhas e danificando paredes.
Diretoria de Ensino
A Diretoria de Ensino - Região de Santos (Ders) informou, através de nota, que recebeu as denúncias apenas na tarde da última sexta-feira. Segundo a Ders, não houve tempo para averiguação mais profunda e, por conta disso, os fatos ainda estão sendo apurados.
Conforme a Ders, o processo já foi encaminhado à Supervisão de Ensino, setor que irá se encarregar de apurar as denúncias e averiguar a veracidade das mesmas na referida unidade de ensino.
A Ders informou ainda que, em conjunto com a direção da escola, já está em busca de ações que visem minimizar os problemas apontados na unidade. ''Mas para isso, sabe-se que será de suma importância o envolvimento da comunidade, direção, funcionários, conselhos de escola, alunos e professores'', informou a nota.
Procurada ontem, a diretora da unidade disse que não iria se manifestar sobre o assunto antes de se informar com a Ders sobre as denúncias.

Fonte: A Tribuna Digital



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