Drogas: prevenir é melhor que remediar
As pessoas procuram as drogas principalmente por curiosidade, para fugir do sofrimento ou em busca de prazer, e em geral as usam para esquecer problemas, superar inseguranças ou preencher vazios. A decisão de consumir drogas é individual e dificilmente pode ser prevenida apenas pela interferência isolada de outra pessoa pode.
A prevenção ao uso de drogas é sempre a melhor e mais barata solução para o problema. Afinal de contas, é muito mais fácil nunca se tornar um usuário do que deixar de ser dependente.
As pessoas procuram as drogas principalmente por curiosidade, para fugir do sofrimento ou em busca de prazer, e em geral as usam para esquecer problemas, superar inseguranças ou preencher vazios. A decisão de consumir drogas é individual e dificilmente pode ser prevenida apenas pela interferência isolada de outra pessoa pode.
A melhor prevenção é a cooperação entre pais, professores e todos os cidadãos, em busca de reduzir os fatores que expõem à droga (de risco) e para o aumentar a qualidade dos fatores que evitam o primeiro contato com a droga (de proteção), que começam pela presença forte e amorosa da família, em especial na vida de crianças e adolescentes.
Cerca de 20% da população já usou drogas
A última pesquisa sobre o uso de drogas no Brasil, realizada em 2001 pelo Observatório Brasileiro sobre drogas (Obid), constatou que 11,2 % da população brasileira é dependente de bebidas alcóolicas, 9% de cigarro e 1% de maconha.
Cerca de 9,1 milhão de pessoas, ou 19,4% dos brasileiros, já usaram drogas pelo menos uma vez (uso na vida), a maconha em 1º lugar, com 6,9% dos entrevistados, seguida dos solventes, colas, tintase removedores (5,8%). Surpreendeu os pesquisadores o uso na vida de orexígenos (remédios para aumentar o apetite), com 4,3%.
Entre os medicamentos usados sem receita médica, os benzodiazepínicos (remédios para tirar a ansiedade, calmantes) tiveram uso na vida de 3,3%. Quanto aos estimulantes (medicamentos para tirar o apetite e o sono), o uso na vida foi de 1,5%.
A dependência de benzodiazepínicos atingiu 1,1% dos moradores das 107 cidades pesquisadas, seguida pela de maconha (1,0%), de solventes (0,8%) e de anfetaminas (substâncias para diminuir o apetite), esta última com 0,4% de dependentes.
A relação entre uso na vida e dependência mostrou que, de cada seis homens que usaram álcool pelo menos uma vez, um dele torna-se dependente. Entre as mulheres, de cada doze que experimentaram, uma adquiriu dependência. A relação entre o uso na vida e a dependência de cigarro teve proporções idênticas entre homens e mulheres: de cada quatro que fizeram uso na vida, um de cada sexo ficou dependente.
Segundo a pesquisa, a maconha é a droga mais facilmente encontrada pelos entrevistados, superando os 60% das respostas. A cocaína aparece em segundo lugar, com 45,8%, e o “LSD-25” tem porcentagens idênticas à de heroína, com 21,0%.
Em relação à percepção do tráfico de drogas, 15,3% do total de entrevistados afirmaram ter visto alguém vendendo drogas, enquanto 15% informaram ter visto alguém comprando.
O que é droga e como ela atua
Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, droga é qualquer substância, natural ou sintética, que, não sendo produzida pelo organismo humano, atua sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento, restaurando ou prejudicando a saúde da pessoa.
A questão principal em relação às drogas não é se elas são boas ou más em si mesmas, mas sim, qual o tipo da relação que o indivíduo estabelece com elas, especialmente em relação às drogas psicotrópicas ou psicoativas, que são capazes de afetar os processos mentais (pensamento, memória e percepção).
As drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injeção na pele, por inalação, via oral, por injeção intravenosa ou via retal (supositório) – estas duas últimas as de efeito mais rápido -, e circulam de maneira previsível pelo corpo, ganhando maior velocidade e alcance a partir do momento em que entram na corrente sanguínea.
O sangue carrega as dos tecidos para o coração, através das veias. Do coração, ele parte para os pulmões para adquirir oxigênio e liberar o dióxido de carbono. Dos pulmões ele volta para o coração através das artérias, carregando consigo a droga, que, portanto, passa a alcançar todos os outros tecidos e órgãos do corpo.
Tipos de drogas
As drogas são classificadas como depressoras, estimulantes ou perturbadoras da atividade do Sistema Nervoso Central (SNC).
Depressoras: diminuem a atividade do cérebro, deixando o indivíduo "desligado". Reduzem a tensão emocional, a atenção, a concentração, a capacidade de memorização e a capacidade intelectual. Podem produzir estados de sonolência, embriaguez e até coma, e não devem ser usadas durante atividades de alto risco ou complexas, como conduzir veículos. Entre as drogas desse tipo estão o álcool, os medicamentos barbitúricos (soníferos), os ansiolíticos (tranquilizantes), os sedativos (calmantes), o ópio e a morfina, os xaropes e gotas para tosse, e os inalantes ou solventes (colas, tintas, removedores).
Estimulantes: aumentam a atividade do cérebro, fazendo com a pessoa fique "ligada", "elétrica". As principais são as anfetaminas, a nicotina (presente no cigarro) e a cocaína. Essas substâncias, geralmente, inibem as sensações de fome, cansaço e sono, podendo produzir estados de excitação e aumento da atividade.
Perturbadoras: também chamadas de alucinógenas, modificam a qualidade da atividade do cérebro, que passa a funcionar fora do seu padrão normal. Alteram a percepção e o pensamento e produzem distúrbios alucinatórios (ouvir vozes, ver imagens) e delirantes (mania de perseguição, ter delírios místicos ou religiosos e idéias de grandiosidade). As principais são a maconha, o ecstasy, o LSD 25 e os anticolinérgicos.
Existem ainda os esteróides anabolizantes, usados sem critério para melhorar a performance esportiva, a aparência física ou a força muscular, e que podem causar tremores, acne severa, retenção de líquidos, dores nas juntas, aumento da pressão sangüínea, tumores no fígado, impotência, calvície, hipertensão, ataque cardíaco, agressividade.
Informações
Nações Unidas – Escritório contra drogas e crime
www.unodc.org/brazil
Secretaria Nacional Antidrogas - SENAD
www.senad.gov.br
Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas – OBID
www.presidencia.gov.br/gsi
Cebrid - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas
www.cebrid.epm.br
Associação Parceria contra as Drogas
www.contradrogas.org.br
Viva voz: 0800510-0015
Fonte: Jornal do Senado
Arte: Jornal do Senado
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