Herança genética pode ser um dos principais fatores no desenvolvimento do câncer
Segunda maior causa de morte natural no Brasil, o câncer apresenta uma série de fatores associados ao seu desenvolvimento, entre eles a questão genética. A herança genética apresenta forte ligação com alguns tipos de tumor. "Muitos tipos de cânceres estão comprovadamente associados a alterações em um ou mais genes, como no caso dos cânceres de mama, estômago, tireóide e ovário, por exemplo", explica o oncologista Ricardo Antunes, diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC) e responsável pelo departamento de prevenção da Sociedade Brasileira de Cancerologia.
Segunda maior causa de morte natural no Brasil, o câncer apresenta uma série de fatores associados ao seu desenvolvimento, entre eles a questão genética. A herança genética apresenta forte ligação com alguns tipos de tumor. "Muitos tipos de cânceres estão comprovadamente associados a alterações em um ou mais genes, como no caso dos cânceres de mama, estômago, tireóide e ovário, por exemplo", explica o oncologista Ricardo Antunes, diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC) e responsável pelo departamento de prevenção da Sociedade Brasileira de Cancerologia.
O câncer de mama, doença que atinge mais de 50 mil mulheres por ano no Brasil, também apresenta um forte componente familiar. Estima-se que entre 5% e 10% dos casos desses tumores estejam relacionados a alterações em dois genes BRCA 1 e BRCA 2 (breast cancer), que são transmitidos pela mãe ou pelo pai e recentemente foram reconhecidos como um dos responsáveis pelo desenvolvimento de tumores. "Mulheres com alteração nesse dois genes tem de 70% a 80% de chance de desenvolver a doença", aponta Antunes.
O oncologista revela ainda que entre os homens a mutação destes genes pode causar outros tipos de cânceres, como os de próstata e de intestino. Nesse caso, a herança familiar também apresenta grande importância. "O risco de desenvolver a doença aumenta de 2,2 a 10,9 vezes de acordo com a quantidade de parentes de primeiro grau (pai e irmão) que apresentam a doença. Na grande maioria dos casos, o tumor se manifesta mais precocemente, às vezes antes dos 50 anos, por isso, é muito importante que os exames preventivos sejam feitos a partir dos 40 anos de idade", ressalta Antunes.
A TECNOLOGIA COMO ALIADA
Os números impressionam, mas graças aos avanços da tecnologia, principalmente na questão da genética, muitos pacientes podem evitar o aparecimento de tumores ou, no mínimo, detectá-los bem no início, quando as chances de cura chegam a 80%.
O aconselhamento genético é a mais nova arma dos médicos na luta contra ao câncer. Por meio dele, é possível identificar as populações de risco e determinar a probabilidade de o paciente desenvolver um câncer, por meio de questionários e fatores de inclusão, que levarão à elaboração de um perfil hereditário. A partir daí, a pessoa passa a fazer acompanhamento mais criterioso ou adotar medidas de prevenção.
"O principal objetivo do aconselhamento genético, em caso de resultado do paciente seja positivo, é traçar estratégias de combate à doença para que quando e se ela aparecer, seja detectada o mais cedo possível", conclui o diretor do IPC.
Sugestão de fontes:
Dr. Ricardo Antunes – Cirurgião Cancerologista
Instituto Paulista de Cancerologia
Av. Angélica, 2.503 , 1º andar – Higienópolis
Tels: (11) 3159-2122/ 3231-2982
www.ipc-cancerologia.com.br
Fonte: Samba Comunicação – sambacomunicacao@gmail.com
Tels: (11) 8593.6892 (Marcus Cacais) e 7164.7421 (Diogo Torres)
Jornalista responsável: Vinicius Traldi (MTB 39.594/SP)
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