Ministério da Saúde inaugura hemonúcleo no Rio de Janeiro
O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, José Gomes Temporão, inaugurou hoje (24), o Hemonúcleo do Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras (INCL). Durante o evento, ele visitou, ainda, a primeira paciente submetida a uma cirurgia de ponte de safena com implante de célula-tronco no estado do Rio de Rio de Janeiro e conheceu as futuras instalações do Centro de Pesquisas.
O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, José Gomes Temporão, inaugurou hoje (24), o Hemonúcleo do Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras (INCL). Durante o evento, ele visitou, ainda, a primeira paciente submetida a uma cirurgia de ponte de safena com implante de célula-tronco no estado do Rio de Rio de Janeiro e conheceu as futuras instalações do Centro de Pesquisas.
Referência no tratamento de doenças cardíacas, o INCL coordena o maior estudo mundial de terapia celular em cardiopatias.
Hemonúcleo - O novo espaço do Hemonúcleo do INCL oferece mais conforto e menor tempo de espera aos doadores de sangue. Agora, são duas salas de triagem e quatro cadeiras para a coleta do sangue. Além disso, as áreas de estoque e fracionamento e a recepção foram ampliadas.
Mensalmente, são realizadas de 280 a 350 doações de sangue no INCL. Todas as doações são utilizadas em cirurgias, que, em 2005, totalizaram 1.228 procedimentos em adultos e crianças.
A equipe do Hemonúcleo é composta por quatro médicos, três enfermeiros, cinco técnicos de enfermagem, 11 técnicos de laboratório e um auxiliar administrativo.
Para doar sangue no INCL é só comparecer ao Hemonúcleo, de segunda à sexta-feira, das 8h às 14h, portando documento de identidade com foto.
Células-tronco - A cirurgia de revascularização miocárdica com implante de células tronco autólogas (células retiradas da medula óssea da própria paciente) realizada, na última terça-feira (18), pela equipe do cirurgião Oscar Brito, durou quatro horas. Foi o primeiro procedimento desse tipo efetuado no Rio de Janeiro em uma paciente com doença isquêmica crônica. Essa cirurgia faz parte do Estudo Multicêntrico Randomizado de Terapia Celular em Cardiopatias, coordenado pelo INCL com financiamento próprio do Ministério da Saúde.
Segundo os especialistas, com o implante de células-tronco a expectativa é que haja uma maior revitalização do músculo cardíaco, o que não ocorre quando é feita somente a cirurgia de ponte de safena. Para verificar o alcance do efeito das células-tronco, é preciso aguardar um ano. Nesse período, a paciente será avaliada a cada dois meses.
O Estudo Multicêntrico Randomizado de Terapia Celular em Cardiopatias dividirá os 1,2 mil voluntários selecionados em quatro grupos, com 300 pessoas cada, de acordo com a doença cardíaca apresentada - infarto agudo do miocárdio, isquemia crônica, cardiomiopatia dilatada e doença chagásica. Os quatro grupos serão subdivididos em um grupo controle e outro de teste, mas apenas os voluntários do grupo de teste receberão implante de células-tronco. Ao final de três anos - tempo estimado de duração do estudo -, os dois grupos serão comparados e os resultados divulgados num prazo máximo de mais três anos.
A pesquisa está sendo realizada por 33 centros, em nove estados e no Distrito Federal, e contará com a colaboração de quatro centros-âncora: INCL (Rio de Janeiro), responsável pela cardiomiopatia dilatada e centro coordenador do estudo; Incor (São Paulo), responsável pela doença isquêmica crônica; Santa Izabel e Fiocruz (Bahia), responsáveis pela doença de Chagas; e Pró-Cardíaco, em parceria com a UFRJ (Rio de Janeiro), responsável pelo infarto agudo do miocárdio.
As células-tronco são células primitivas que guardam a capacidade de se especializar em diversos tipos de tecidos, entre eles, o coração. Elas existem naturalmente em reservatórios do corpo humano, como a medula (parte central) do osso da bacia. A técnica consiste em aplicar uma anestesia local e, em seguida, aspirar com agulha parte do conteúdo do osso. Esse material é processado em laboratório e injetado no órgão doente. Uma das vantagens da terapia celular autóloga é evitar a rejeição imunológica, já que o material implantado é do próprio paciente.
Agência Saúde
Assessoria de Imprensa do Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras (INCL)
Carol Oliveira
Tel: (21) 2246-0804/8136-6462
E-mail: carololiveira@montecastelo-ideias.com.br
Portal: www.saude.gov.br
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