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Suplicy cobra firmeza de Lula no Congresso e diz preferir Heloísa no 2º turno

por Marcelo Franzeseúltima modificação 10/02/2008 11:28 TATHIANA BARBAR - Folha Online


O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), candidato à reeleição, cobrou nesta segunda-feira uma posição mais firme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso Nacional para conseguir maior apoio da opinião pública.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), candidato à reeleição, cobrou nesta segunda-feira uma posição mais firme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso Nacional para conseguir maior apoio da opinião pública.

Suplicy, que participou hoje de sabatina da Folha, afirmou também que seria "interessante" um segundo turno nas eleições de outubro entre Lula e a candidata do PSOL à sucessão presidencial, senadora Heloísa Helena (AL).

"Eu voto no presidente Lula e espero que ele vença no primeiro turno, mas seria oportuno um segundo turno entre ele e Heloísa Helena. Ela teve origem no PT e o debate seria interessante", disse.

O senador afirmou que votaria em Heloísa Helena num eventual segundo turno entre ela e o candidato tucano, Geraldo Alckmin. "Tenho por Heloísa Helena carinho, respeito e amizade. Votei para que ela não fosse expulsa do PT. Eu preferia que ela ainda estivesse no partido. É louvável o procedimento ético da senadora."

Suplicy disse ainda que foi convidado para ingressar no PSOL, mas que não deixou o PT porque acredita e espera sempre acreditar nos programas do partido. "Não posso deixar minha família. O PT tem procedimentos que nenhum outro partido tem. Quero permanecer no partido e ajudá-lo a reparar os erros que cometeu."

Congresso

"Ele [Lula] precisa dizer, com clareza, aos membros do Congresso, que o voto de cada um, deputado e senador, considere o interesse da população e não os recursos de emendas parlamentares."

Suplicy ainda defendeu um diálogo maior entre o Executivo e o Legislativo. Segundo ele, Lula precisa conversar com os parlamentares e os ministros freqüentarem mais o Congresso.

Senador desde 1991, Suplicy defendeu também que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) impugne as candidaturas de parlamentares envolvidos com a máfia dos sanguessugas. "Eles [os parlamentares] têm o direito de se defender, mas considerando que feriram o decoro parlamentar, o TSE deve impugnar as candidaturas."

Segurança pública

Suplicy afirmou que "todos são responsáveis pela crise na segurança pública" no Estado de São Paulo. Segundo ele, o governador Cláudio Lembo (PFL) tem o direito de não querer a ajuda do governo federal para combater as ações do crime organizado em São Paulo. "Mas o governador tem que mostrar que o problema será solucionado."

"Eu votei favorável ao endurecimento das penas para presos, mas tenho dúvidas que isso vai adiantar. É mais importante o empenho de fazer uma nação justa, com oportunidades na educação e o apoio às formas cooperativas de produção", reiterou.

Mensalão

Suplicy evitou falar sobre uma possível omissão do presidente Lula com o esquema do mensalão. Questionado sobre o assunto, o senador disse apenas que "precisamos nos empenhar para superar os erros".

"Acho que, em alguns momentos, houve pressão dos parlamentares para obterem vantagens, já admitida no âmbito do governo", reiterou Suplicy.

A pedido da platéia, o senador encerrou a sabatina com uma música. "Não tenho problema em cantar, mas só faço a pedidos."

Suplicy cantou "Blowin' in the Wind", de Bob Dylan, e foi muito aplaudido. Depois da apresentação musical, o senador ainda autografou livros de sua autoria para o público.

Renda mínima

O senador disse que se for eleito vai batalhar pela implantação do projeto que prevê o pagamento da "renda básica de cidadania". O benefício, previsto no projeto de sua autoria, prevê o pagamento da chamada "renda cidadã" para todos os habitantes do país.

"O pagamento do benefício para todo mundo acaba com a burocracia, já que não seria mais necessário comprovar renda", afirmou ele.

Segundo Suplicy, a parcela mais rica da população receberia o benefício, mas em contrapartida contribuiria mais para o crescimento da riqueza do país.

Sabatinas

A Folha iniciou hoje a série de sabatinas que realizará com candidatos ao Senado, ao governo do Estado e à Presidência da República. Amanhã, o entrevistado será o empresário Guilherme Afif Domingos, que concorre ao Senado pelo PFL-SP, em coligação com o PSDB.

Na quarta-feira, a sabatinada será Alda Marco Antonio, que concorre uma vaga ao Senado pelo PMDB-SP, na chapa de Orestes Quércia.

Para entrevistá-los, foram escolhidos Suzana Singer (secretária de Redação da Folha), Vinicius Mota (editor de Opinião), Rogério Gentile (editor de Cotidiano) e Fernando Canzian (repórter especial).

Confira os principais momentos da sabatina com Eduardo Suplicy
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da Folha Online

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), candidato à reeleição, iniciou nesta segunda-feira a série de sabatinas que a Folha realizará com candidatos ao Senado, ao governo do Estado e à Presidência da República.

Confira os principais momentos da entrevista de Suplicy, realizada no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis):

Eleições

"Eu voto no presidente Lula e espero que ele vença no primeiro turno, mas seria oportuno um segundo turno entre ele e Heloísa Helena. Ela teve origem no PT e o debate seria interessante."

PT

"Não posso deixar minha família. O PT tem procedimentos que nenhum outro partido tem. Quero permanecer no partido e ajudá-lo a reparar os erros que cometeu."

Heloísa Helena

"Tenho por Heloísa Helena carinho, respeito e amizade. Votei para que ela não fosse expulsa do PT. Eu preferia que ela ainda estivesse no partido. É louvável o procedimento ético da senadora."

Congresso

"Ele [Lula] precisa dizer, com clareza, aos membros do Congresso, que o voto de cada um, deputado e senador, considere o interesse da população e não os recursos de emendas parlamentares."

Corrupção

"Eles [os parlamentares] têm o direito de se defender, mas considerando que feriram o decoro parlamentar, o TSE deve impugnar as candidaturas."

"Acho que, em alguns momentos, houve pressão dos parlamentares para obterem vantagens, já admitida no âmbito do governo [federal]."

Presos

"Eu votei favorável ao endurecimento das penas para presos, mas tenho dúvidas que isso vai adiantar. É mais importante o empenho de fazer uma nação justa, com oportunidades na educação e o apoio às formas cooperativas de produção."

Segurança pública

"Todos são responsáveis pela crise na segurança pública."

TATHIANA BARBAR
da Folha Online




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