Caixa 2 muda processo das candidaturas e aumenta limites de despesas das campanhas
O quadro eleitoral já apresenta mudanças com relação às últimas eleições realizadas no Brasil. O motivo vem das novas regras eleitorais, que prevêem cassação dos registros de candidaturas e do diploma dos eleitos que forem enquadrados em prática do caixa 2. O jornal Estado de Minas publicou ontem, 24/7, reportagem que aponta parlamentares candidatos à reeleição que aumentaram os limites de despesas de suas campanhas.
O quadro eleitoral já apresenta mudanças com relação às últimas eleições realizadas no Brasil. O motivo vem das novas regras eleitorais, que prevêem cassação dos registros de candidaturas e do diploma dos eleitos que forem enquadrados em prática do caixa 2. O jornal Estado de Minas publicou ontem, 24/7, reportagem que aponta parlamentares candidatos à reeleição que aumentaram os limites de despesas de suas campanhas.
Mesmo depois das novas imposições da legislação eleitoral, que reduz pela metade os custos de uma candidatura, calcula-se que uma campanha mediana para deputado federal custe um pouco mais de R$ 1 milhão. Já para deputado estadual, a estimativa é de aproximadamente R$ 800 mil. Em entrevista ao jornal EM, o coordenador das promotorias eleitorais em Minas, Edson Rezende, considera que uma das grandes diferenças é que antes, se as contas fossem reprovadas, não havia conseqüências. Hoje, o risco é maior para o transgressor.
A reportagem ainda traz a opinião do cientista político norte-americano, Samuel David, que acredita que as novas regras não tratam a extinção do problema. Já a deputada estadual Jô Moraes (PCdoB) alerta para outro tipo de corrupção: o uso da máquina pública. Para ela os parlamentares, que têm acesso às prefeituras de cidades pequenas e médias, terão apoio decisivo dos governos municipais, trazendo muito desequilíbrio à disputa.
Para dar fim às praticas de corrupção, principalmente no período eleitoral, não basta a atuação apenas da Justiça Eleitoral. Os cidadão devem ser parte atuante, responsáveis por fiscalizar seus candidatos e ajudar a eliminar os maus políticos que insistem em prejudicar a imagem política do País. Para isso foram criados comitês da sociedade civil organizada para conscientizar a população e encaminhar as denúncias. Entre várias delas estão: a Frente Mineira Contra Corrupção Eleitoral (www.frentecontracorrupcao.org.br) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (www.lei9840.com.br).
Fonte: Boletim SinjusNet/MG
RADIOBRÁS ELEIÇÕES 2006 - Sete candidatos se registram para disputa presidencial