CPI busca informações na polícia e pode investigar venda de dossiê
Jungmann, vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, defende a avaliação do documento em poder da Polícia Federal para decisão sobre a possível convocação de envolvidos
O deputado Raul Jungmann (PPS-PE), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Sanguessugas, disse que a comissão deve avaliar a possibilidade de investigar o escândalo em torno de um dossiê que teria sido negociado entre o empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, sócio-proprietário da Planam, e pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores.
O dossiê, agora em poder da Polícia Federal, conteria informações e imagens suficientes para ligar o candidato a governador de São Paulo pelo PSDB, José Serra, à máfia das ambulâncias.
– Dentro do seu objeto de investigação, a CPI deve levar em conta tudo o que for dito em juízo e tudo o que tiver comprovação – explicou Jungmann antes de se dirigir à sede da Polícia Federal, em Brasília, para tomar pé do que foi apurado sobre o caso.
O deputado informou que também procuraria informações sobre o caso com a Justiça Federal e o Ministério Público.
Jungmann comentou que pessoalmente é, em tese, favorável à oitiva de envolvidos com o dossiê, mas observou que isso depende da aprovação de requerimentos convocando ex-ministros da Saúde, entre eles Serra, e de decisões sobre novas convocações que podem ser tomadas em reunião administrativa da CPI na tarde de hoje.
O deputado defendeu ainda a prisão de Luiz Antônio Vedoin e de seu pai, Darci, por entender que estão tumultuando os trabalhos da CPI. O primeiro, na opinião de Jungmann, também deveria perder o direito à delação premiada concedido pela Justiça Federal. – Eles estão agindo como pistoleiros de aluguel – afirmou.
Fonte: Jornal do Senado
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