Funcionários são alertados para o voto consciente
Estimular a reflexão sobre o ato de votar tem sido a preocupação das empresas já comprometidas com ações socialmente responsáveis. Muitas companhias estão aproveitando o momento que antecede as eleições deste ano para provocar discussões sobre princípios, valores, ética e voto consciente.
Estimular a reflexão sobre o ato de votar tem sido a preocupação das empresas já comprometidas com ações socialmente responsáveis. Muitas companhias estão aproveitando o momento que antecede as eleições deste ano para provocar discussões sobre princípios, valores, ética e voto consciente.
O ato de votar deixou de ser uma preocupação pessoal e começa a atingir a alta cúpula das empresas. É o que constatou a Apoena Social, consultoria especializada na terceirização de ações de Responsabilidade Social. A empresa desenvolve projetos exclusivos para companhias de todos os segmentos.
Um desses projetos é o Voto Cidadão, que prevê produção de materiais informativos, coordenação da implantação de ações, organização de workshops e avaliação dos resultados. ´A idéia é mostrar, de forma totalmente apartidária, a importância de cada cidadão no ato de votar. Para isso, elaboramos uma cartilha com informações básicas, mas consistentes. Informamos sobre o papel dos deputados estaduais e federais, qual a diferença entre voto nulo e branco, entre outras coisas´, explica Andrea Goldschmidt, diretora da Apoena Social e professora da FGV-SP.
Segundo ela, o fundamento do trabalho está em conseguir mostrar para os colaboradores das empresas que a eleição não acaba no dia da votação. ´O pós-eleitoral é fundamental. É isso que queremos passar para os funcionários e para seus familiares e amigos também´, completa Andrea.
A Unimed do Brasil é uma das empresas que se engajaram no movimento. Há 3 meses os funcionários começaram a receber e-mails, cartilhas e, até o dia 1º de outubro, vão participar de workshops. ´É claro que nossos colaboradores têm acesso a diversas fontes de informações, mas sentimos que a empresa poderia acrescentar, trazer à tona conceitos que poderiam passar desapercebidos´, justifica Adriana Perroni Ballerini, consultora de Responsabilidade Social da Unimed do Brasil. Segundo ela, o trabalho deve se repetir nos próximos anos.
Para Andrea Goldschmidt, a continuidade do projeto é fundamental. A consultora também garante que ações como essa melhoram o ambiente organizacional, gerando benefícios para todos. E, mesmo as empresas que não têm recursos para campanhas de grande porte, ela recomenda a realização de debates sobre o assunto e a divulgação de sites que esclarecem o eleitor, como o www.transparencia.org.br ou www.votoconsciente.org.br.
Fonte: Jornal da Tarde
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