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20 de outubro - Dia Mundial da Osteoporose - Evitar quedas na Terceira Idade: um grande desafio no Dia Mundial da Osteoporose

por Marcelo Franzeseúltima modificação 10/02/2008 10:24 Sintonia


As quedas são responsáveis por grande parte das internações e mortes - de forma direta ou indireta - de pessoas na terceira idade. E, por incrível que pareça, os principais motivos dessas quedas estão nas pequenas armadilhas no próprio ambiente doméstico: desníveis de um ambiente para outro, tapetes que deslizam, fios que atravessam áreas de passagem, escadas sem corrimão, iluminação deficiente, entre outros “pequenos descuidos”.

As quedas são responsáveis por grande parte das internações e mortes - de forma direta ou indireta - de pessoas na terceira idade. E, por incrível que pareça, os principais motivos dessas quedas estão nas pequenas armadilhas no próprio ambiente doméstico: desníveis de um ambiente para outro, tapetes que deslizam, fios que atravessam áreas de passagem, escadas sem corrimão, iluminação deficiente, entre outros “pequenos descuidos”.

O problema social gerado pelas quedas na terceira idade é tão grave que duas grandes sociedades médicas do país, a SBOT – Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e a SBO – Sociedade Brasileira de Otologia, estão trabalhando unidas, desde o último dia 27 de setembro passado, numa grande campanha de informação, a CAMPANHA DE PREVENÇÃO A QUEDAS NA TERCEIRA IDADE, cujo objetivo é esclarecer e prevenir a população contra esse mal.

No dia 20 de Outubro, DIA MUNDIAL DA OSTEOPOROSE, a Campanha lança um novo alerta. Afinal, as quedas quando associadas à osteoporose – degeneração óssea que atinge grande porcentagem da nossa população - formam uma combinação de alto risco, que afeta significativamente a qualidade de vida e pode levar à morte.

A cada ano a preocupação das entidades ortopédicas internacionais com a osteoporose aumenta, à exemplo da AAOS - American Academy of Orthopaedic Surgeons, que afirma que a osteoporose é, indubitavelmente, “uma patologia das mais relevantes na prática diária do ortopedista”.

OSTEOPOROSE - O PRIMEIRO SINAL

A osteoporose é considerada um grave problema de saúde pública e uma das mais importantes doenças associadas ao envelhecimento. A incidência de doenças em mulheres mostra que as fraturas osteoporóticas são três vezes mais comuns que as doenças coronarianas, sete vezes mais que os AVC (Acidente Vascular Cerebral) e oito vezes mais que o câncer de mama. Atualmente, a osteoporose acomete mais de 20 milhões de brasileiros, particularmente mulheres após a menopausa e homens a partir dos 60 anos.

O diagnóstico destas fraturas nem sempre é fácil devido às chamadas “fraturas sub-clínicas”, mas, já se sabe que elas são de suma importância no prognóstico e na tomada de decisão terapêutica.

“Uma fratura de punho que atendemos numa emergência é muitas vezes o primeiro sinal da doença e deve conduzir, no mínimo, a uma investigação adequada. É a primeira oportunidade que o ortopedista tem para encaminhar ou diagnosticar e tratar a osteoporose. Geralmente, ocorre em pacientes mais jovens e esses importantes sinais não podem ser perdidos, pois predizem uma possível fratura do quadril 15 a 20 anos antes dela ocorrer”, afirma o ortopedista Henrique Mota, presidente do comitê de osteoporose e doenças osteometabólicas da SBOT.

As fraturas de vértebras da coluna são as mais comuns e mais freqüente das fraturas, muitas vezes aparecem espontaneamente e podem levar a deformidades estruturais e/ou posturais nos indivíduos ou a dores incapacitantes.

Muitos pacientes com fratura de quadril (20%) morrem devido à esta fratura, ou por complicações durante a cirurgia, ou mais tarde por embolia ou problemas cardiopulmonares. Dos restantes (80%) dos pacientes que sobrevivem, cerca de 50% ficam com graus variáveis de incapacidade, dependendo de muletas, cadeiras de rodas, bengalas entre outros, perdendo assim qualidade de vida. 

Um caso recente que ilustra bem o problema penalizou o arquiteto Oscar Niemeyer, que aos 92 anos de idade sofreu uma queda em sua casa, no Rio de Janeiro, no último dia 09 de outubro, fraturando o quadril.

“Trata-se de um quadro grave e que precisa ser alterado. Quando um idoso cai e fratura um osso, as conseqüências para a sua saúde são imediatas. Fisicamente, ele perde sua capacidade de mobilidade, a independência, e pode ter inúmeras complicações associadas à fratura. Psicologicamente, o dano pode ser ainda maior. Muitas vezes a queda assume um significado de decadência e fracasso, com sentimentos de vulnerabilidade, humilhação e culpa”, declara Dr. Henrique Mota. “O mais triste é que esses acidentes poderiam ser evitados com a prevenção e alguns cuidados básicos de segurança”, conclui o ortopedista.

Portanto, neste DIA MUNDIAL DA OSTEOPOROSE, a Campanha de Prevenção a Quedas na Terceira Idade estará levando essa importante mensagem de alerta e esclarecimento à população. E, espera que, dessa forma, as pessoas possam buscar a prevenção ou o tratamento adequado junto ao seu médico ortopedista.

Fonte: Sintonia
Bruna Bernordi
Fone: (11) 3063-0472



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