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CONDIÇÕES DE TRABALHO - Sindicato visita obras em presídio de Iperó

por Marcelo Franzeseúltima modificação 10/02/2008 10:24 SIFUSPESP


Apesar da boa impressão deixada com a nova arquitetura, número de funcionários para a manutenção do presídio preocupa entidade representante dos servidores penitenciários

Apesar da boa impressão deixada com a nova arquitetura, número de funcionários para a manutenção do presídio preocupa entidade representante dos servidores penitenciários
 
Sorocaba, SP - Na segunda-feira, 17, a coordenação regional do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP) em Sorocaba esteve visitando as obras de reforma da penitenciária “Odon Ramos Maranhão”, em Iperó. O presídio passa por reformas em sua estrutura após rebelião no mês de março e estará pronta para receber presos a partir de novembro.

De acordo com o sindicalista Adriano Rodrigues, a adaptação do imóvel para abrigar o dobro de presos do que era comportado antes da rebelião aparenta fornecer maior segurança para os agentes penitenciários do que era verificado anteriormente.

Os antigos três pavilhões habitacionais foram divididos por um muro, somando agora seis raios. As celas foram reformadas e as três “gaiolas” (local de acesso aos raios) foram adaptadas com a construção de mirantes em sua parte superior. “Esses mirantes fornecem uma visão geral dos raios, concedendo assim maior poder de vigilância sobre os pátios e as portas das celas”, explica Rodrigues.

Para o representante do SIFUSPESP, o presídio contará com um sério problema assim que for reativado. O atual quadro funcional da unidade é extremamente baixo para efetuar satisfatória manutenção no novo presídio, que teve sua capacidade ampliada de 852 vagas para 1.250.

Outro agravante é a existência de um Centro de Detenção Provisória (CDP) anexo à penitenciária e a Ala de Progressão Penitenciária (APP), todos dentro de uma mesma muralha. Além desses, a enfermaria não está concluída e os equipamentos necessários para o setor ainda não foram adquiridos.

“A penitenciária está em sua fase de conclusão, porém nenhuma autoridade do sistema prisional nos apresentou o total de funcionários que serão acrescentados ao quadro para que se dê o bom andamento no exercício de nossas funções. Isso nos preocupa consideravelmente”, reivindica Rodrigues, citando que na semana passada, o representante da Secretaria de Administração Penitenciária, João Batista Paschoal, esteve no local fazendo o levantamento do número de funcionários necessários para as áreas burocráticas e de segurança, mas que até o momento não informou detalhes sobre o assunto.

“Num cálculo rápido, concluímos que serão necessários pelo menos 400 servidores penitenciários apenas da área de segurança para o bom andamento da penitenciária, do CDP e da APP. Esse total seria dividido em 280 agentes para os dois turnos diurnos e os 120 restantes, para os turnos noturnos”, explica o sindicalista.

Em recente reportagem veiculada pela edição sorocabana do Jornal Bom Dia, o coordenador dos presídios, Hugo Berni Neto, mencionou o retorno dos trabalhadores de Iperó que foram remanejados em caráter excepcional para as duas unidades penitenciárias de Guareí, o que, de acordo com o SIFUSPESP, não supriria as necessidades.

Por sua vez, os trabalhadores que foram para Guareí auxiliaram consideravelmente na melhora da disciplina daquelas unidades, que possuíam número de funcionários abaixo do mínimo necessário. Rodrigues acredita que a volta a Iperó poderá desestabilizar o ritmo de trabalho implantado nos presídios de Guareí.

“Iremos acompanhar de perto esse assunto no que tange os quadros funcionais das penitenciárias de Iperó e Guareí para que as três unidades não sejam prejudicadas com o insuficiente número de funcionários quando a de Iperó retomar as atividades. Caso seja necessário, iremos interpelar junto ao coordenador dos presídios para que sejam corrigidas as falhas e possíveis abusos”, afirma Rodrigues.
 
Fonte: SIFUSPESP




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