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Saúde aproveita melhor a oferta de leitos

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:21 Agência Saúde http://www.saude.gov.br


O aproveitamento de leitos disponíveis em todo o país cresceu. O número de internações realizadas em 2005 aumentou 24% (23 milhões) em comparação com 2002, mesmo diante da redução no número total de leitos no período. A constatação é da pesquisa "Estatística da Saúde: assistência médico-sanitária", financiada pelo Ministério da Saúde e realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O aproveitamento de leitos disponíveis em todo o país cresceu. O número de internações realizadas em 2005 aumentou 24% (23 milhões) em comparação com 2002, mesmo diante da redução no número total de leitos no período. A constatação é da pesquisa "Estatística da Saúde: assistência médico-sanitária", financiada pelo Ministério da Saúde e realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a prioridade do governo não é aumentar a quantidade de leitos no país, pois o atual número já suficiente, mas dar acesso a novas tecnologias, melhorar a administração local e, conseqüentemente, aproveitar adequadamente o leito disponível. Na média, o número de internações anuais por leitos subiu de 42 para 52, entre 2002 e 2005.

Segundo o estudo, em 2005, enquanto no Nordeste foram realizadas 45 internações por leito, na região Norte, esse índice chegou a 64 internações por leito. No Sudeste, o Rio de Janeiro internou 42 pessoas por leito, em 2005, em comparação a 71 pessoas por leito em São Paulo. Se utilizados os dados de apenas os estabelecimentos públicos, esse índice chega a 60 contra 107, na região. NO Sudeste, a média ficou em 56 internações por leito (Sul, 49, e Centro-Oeste, 52).

"A tendência mundial é a redução de leitos. O avanço tecnológico reduziu a necessidade de internação e o tempo de permanência do paciente. Doenças que eram tratadas em duas semanas, agora são resolvidas em três ou quatro dias. As vacinas, por exemplo, diminuíram a internação de crianças. Procedimentos hospitalares podem ser atualmente resolvidos em ambulatório", afirmou o secretário. Em dez anos, o encaminhamento para internações, dos atendimentos hospitalares, caiu de 8% para 6,2%, no Sistema Único de Saúde (SUS). Já os procedimentos ambulatoriais per capita subiram de 9,5 para 12,3 entre 2000 e 2006.

"No Brasil, houve também um aumento da atenção básica e estratégias como o Saúde da Família, que cobrem a maior parte dos agravos da população", disse Jarbas Barbosa. Além disso, afirma, o gestor municipal deixou de contratar instituição de saúde com baixa resolutividade e o gestor municipal é o principal responsável na melhor da utilização do leito.

Ainda, segundo o secretário, o país passa por uma reorganização do atendimento à saúde mental, que fechou 12 mil leitos desde 2001. "Trocamos hospitais que eram depósitos de pessoas pelo atendimento nos Centros de Atendimento Pscicossocial, que subiram de 295 (em 2001) para 919 (2006) e que atendem hoje 360 mil pessoas". A pesquisa está disponível, na íntegra, no portal do IBGE na internet (www.ibge.gov.br).

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