Dados da Rais de 2005 mostram que elas representam 40,3% dos empregados formais, têm ocupações gerenciais e empregos que exigem nível superior
As mulheres representam 40,3% do total de empregados com vínculos formais, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2005. Elas aparecem nas ocupações gerenciais e se destacam nos empregos que exigem nível superior.
Mulheres se destacam no mercado de trabalho
Dados da Rais de 2005 mostram que elas representam 40,3% dos empregados formais, têm ocupações gerenciais e empregos que exigem nível superior
As mulheres representam 40,3% do total de empregados com vínculos formais, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2005. Elas aparecem nas ocupações gerenciais e se destacam nos empregos que exigem nível superior.
Entre as ocupações, as mulheres se destacam no magistério de níveis médio e superior, como professoras de pessoas com deficiência ou nas áreas de saúde e assistência social, como enfermeiras, médicas, farmacêuticas, nutricionistas, fisioterapeutas, dentistas, assistentes sociais e administradoras.
Segundo a Rais, em 2005 houve aumento de contratações para ambos os sexos, com destaque para o crescimento de 268,3 mil mulheres com superior completo, número superior ao de homens com o mesmo nível de ensino (173,4 mil). Já entre os homens, o crescimento mais elevado foi entre os com ensino médio completo (725,9 mil), contra 488,6 mil mulheres contratadas.
Também, pelo segundo ano consecutivo, foi registrado aumento em todas as faixas etárias, com destaque para o crescimento do número de empregados na faixa etária de 40 a 49 anos (456 mil), seguido dos aumentos nas faixas de 30 e 39 anos (399 mil), 25 a 29 anos (354 mil) e de 50 a 64 anos (338 mil), que apresentaram o maior crescimento relativo.
Vagas femininas - As ocupações em que predominam as mulheres
Com relação à idade, essas ocupações estão sendo preenchidas em sua grande maioria por mulheres com menos de 40 anos. Esta faixa etária compreende 99% das médicas, 79% das dentistas, 68% das docentes de nível médio, 60% das pedagogas e 56,5% das assistentes sociais. Entre as professoras de matemática, 50% tinham de 25 a 39 anos e, 48,6%, 40 anos e mais.
Há outras ocupações em que predominam as mulheres com ensino superior, com pelo menos 55% das contratadas. Entre elas estão as escriturárias de banco, analista de desenvolvimento de sistemas de informática, analista de recursos humanos, contadoras, assistentes administrativas e auxiliares de serviços jurídicos, tanto no setor privado quanto no Judiciário.
Dentro deste grupo ocupacional, 52% das agentes de serviços jurídicos tinham pelo menos 40 anos, 48% das analistas de desenvolvimento de sistema, entre 25 e 39 anos, e 39% destas ocupações, com 40 anos e mais.
Um terceiro grupo, formado por 15,3% das empregadas (137 mil), era, majoritariamente, formado por mulheres com ensino médio completo ou superior incompleto, embora nesse grupo - entre 27,3% a 49% - tivessem ensino superior completo.
Dentre elas se destacam professoras de cursos de iniciação básica e continuada, os antigos cursos livres de qualificação/capacitação profissional, as supervisoras administrativas do setor público municipal e em atividades do setor privado (66% com 40 anos e mais), as gerentes de restaurantes e de atividades comerciais, as recreadoras e as conferentes de serviços bancários.
Um quarto grupo de ocupações contratou quase que exclusivamente mulheres com ensino médio completo ou superior incompleto, tendo se verificado o desligamento de empregadas com escolaridade inferior ao nível médio, este grupo representou 34% dos empregos femininos (306 mil).
Neste grupo se destacam as costureiras de confecção em série (92%, com 40 anos e mais), as recepcionistas, em geral e de consultórios médicos e dentários (57%, com 25 a 39 anos, e 43% delas já completara pelo menos 40 anos), as auxiliares e técnicas em enfermagem e as auxiliares de laboratório de análises clínicas, as atendentes de farmácia, vendedoras (varejo e atacado) e as agentes de vendas, as operadoras de telemarketing e professoras de história de nível fundamental.
As auxiliares de enfermagem, as costureiras e as professoras de história no ensino fundamental tinham 40 anos e mais em pelo menos 85% dos casos.
Telemarketing foi a área que mais gerou vagas para mulheres com até 24 anos
Segundo os resultados da Rais, as ocupações que geraram mais postos de trabalho para mulheres, com até 24 anos, foram as de operadoras de telemarketing ativo e receptivo (59%, ou 22,6 mil jovens, tinham até 24 anos, e 93% tinham nível médio completo ou superior incompleto); demonstradoras de mercadorias (53%), agente de vendas de serviços (53%), cobradoras internas às empresas (52%), atendente de agência (51,3%) e atendente de lanchonete (50,6% ou 5,2 mil jovens).
Essa análise considerou as cem ocupações que mais empregaram mulheres em 2005, utilizando a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), atualizada em 2002, que permite desagregar as informações em até 656 famílias ou 2.285 ocupações. Segundo a CBO, os empregados com vínculo formal atuam majoritariamente em atividades operacionais, enquanto 19,6% em ocupações técnico-profissionais e 4,1% integram os grupos de direção ou gerenciamento.
Dos 5,7 milhões de empregos criados de janeiro de 2003 a agosto de 2006, 3,3 milhões foram para homens e 2,3 milhões para mulheres. Com isso, o número total de homens atingiu 20,6 milhões de empregados com vínculo formal e as mulheres 13,8 milhões de empregadas com emprego formal.
A taxa de crescimento neste período foi similar para ambos os sexos, da ordem de 3% ao ano. Estes dados levam em conta os números da Rais e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Mais informações: Assessoria de Imprensa do Ministério do Trabalho e Emprego
(61) 3317-6962/3317-6540 – acs@mte.gov.br
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