Faculdade de Medicina inaugura laboratório de reprodução para pacientes com AIDS inédito na América Latina
A Faculdade de Medicina da Fundação do ABC, em Santo André (SP), inaugura na próxima segunda-feira (20) o primeiro laboratório na América Latina para reprodução assistida de pacientes infectados por HIV e hepatites B, C e HTLV, cujos vírus são diretamente transmitidos aos parceiros caso mantenham vida sexual ativa sem proteção. Com a nova técnica, será possível isolar o vírus do sêmen antes de fecundar o óvulo nos mesmos moldes de uma reprodução assistida comum.
Solenidade contará com palestra do Diretor do INCOR, David Uip
A Faculdade de Medicina da Fundação do ABC, em Santo André (SP), inaugura na próxima segunda-feira (20) o primeiro laboratório na América Latina para reprodução assistida de pacientes infectados por HIV e hepatites B, C e HTLV, cujos vírus são diretamente transmitidos aos parceiros caso mantenham vida sexual ativa sem proteção. Com a nova técnica, será possível isolar o vírus do sêmen antes de fecundar o óvulo nos mesmos moldes de uma reprodução assistida comum.
O evento terá início às 19h30, no MAM - Museu de Arte Moderna (Parque do Ibirapuera, portão 3 – São Paulo) e contará com palestra do infectologista David Uip, ex-aluno da Medicina ABC e hoje professor Titular de Medicina de Urgência da instituição, além de diretor do INCOR (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo). A oportunidade também servirá para o lançamento do livro “Reprodução Humana e Infecções Virais Crônicas”, dos médicos Caio Parente Barbosa e Waldemar Pereira Carvalho.
Reprodução Humana para Infectados: “Indivíduos antes condenados a não ter filhos vão agora realizar esse sonho e subir mais um degrau na escada da dignidade humana”, afirma o professor regente de Genética e Reprodução Humana da Faculdade de Medicina do ABC, Caio Parente Barbosa, um estudioso profundo do assunto e introdutor em 2000 do Laboratório de Reprodução Humana da FMABC, o maior serviço universitário dessa área no Brasil, com mais de 100 ciclos realizados por mês.
A criação do CRASE (Centro de Reprodução Assistida em Situações Especiais) da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC exigiu montar estrutura à parte do Centro de Reprodução Humana convencional, instalado no prédio central. O novo espaço voltado para infecções virais crônicas foi estruturado dentro do CEPES (Centro de Estudo, Pesquisa e Tratamento em Saúde do Grande ABC) e recebeu alguns diferenciais, como um laboratório de biologia molecular para exames especiais de detecção de vírus e técnicas de proteção aos profissionais que ali trabalham, além de centro cirúrgico próprio.
De acordo com Rene Busso (fotos), embriologista da Disciplina de Genética e Reprodução Humana, os procedimentos de fertilização no novo laboratório serão os mesmos: fertilização in vitro, inseminação artificial (colocação do sêmen selecionado no útero durante o período fértil da mulher) e o ICSI (técnica mais sofisticada que consiste em aspirar o espermatozóide e fazer a inserção no óvulo mediante uso de microscópio).
86% dos infectados estão em idade reprodutiva: O primeiro laboratório da América Latina de reprodução assistida para pacientes infectados representa nova etapa de uma vida normal para doentes de Aids e de hepatites virais. Calcula-se que haja 600 mil portadores de HIV no Brasil e outros 3 milhões com hepatites B e C. A sobrevida no início da Aids, que nos anos 80 não chegava a 6 meses, agora atinge 10 a 15 anos com o desenvolvimento de drogas anti-retrovirais. “Aproximadamente 86% dos infectados por HIV/HCV estão em idade reprodutiva, dos 15 aos 44 anos. O risco de contaminarem também suas parceiras numa relação sexual sem proteção é de 4,3%”, aponta Caio Parente Barbosa. Já o risco de infecção vertical do HIV (passada da mãe para o feto) é de 25,5% se não forem ministrados anti-retrovirais.
Informações à Imprensa com Eduardo Nascimento – MP & Rossi Comunicações: (11) 4992-6379 / 8163-5265
A Faculdade de Medicina da Fundação do ABC, em Santo André (SP), inaugura na próxima segunda-feira (20) o primeiro laboratório na América Latina para reprodução assistida de pacientes infectados por HIV e hepatites B, C e HTLV, cujos vírus são diretamente transmitidos aos parceiros caso mantenham vida sexual ativa sem proteção. Com a nova técnica, será possível isolar o vírus do sêmen antes de fecundar o óvulo nos mesmos moldes de uma reprodução assistida comum.
O evento terá início às 19h30, no MAM - Museu de Arte Moderna (Parque do Ibirapuera, portão 3 – São Paulo) e contará com palestra do infectologista David Uip, ex-aluno da Medicina ABC e hoje professor Titular de Medicina de Urgência da instituição, além de diretor do INCOR (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo). A oportunidade também servirá para o lançamento do livro “Reprodução Humana e Infecções Virais Crônicas”, dos médicos Caio Parente Barbosa e Waldemar Pereira Carvalho.
Reprodução Humana para Infectados: “Indivíduos antes condenados a não ter filhos vão agora realizar esse sonho e subir mais um degrau na escada da dignidade humana”, afirma o professor regente de Genética e Reprodução Humana da Faculdade de Medicina do ABC, Caio Parente Barbosa, um estudioso profundo do assunto e introdutor em 2000 do Laboratório de Reprodução Humana da FMABC, o maior serviço universitário dessa área no Brasil, com mais de 100 ciclos realizados por mês.
A criação do CRASE (Centro de Reprodução Assistida em Situações Especiais) da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC exigiu montar estrutura à parte do Centro de Reprodução Humana convencional, instalado no prédio central. O novo espaço voltado para infecções virais crônicas foi estruturado dentro do CEPES (Centro de Estudo, Pesquisa e Tratamento em Saúde do Grande ABC) e recebeu alguns diferenciais, como um laboratório de biologia molecular para exames especiais de detecção de vírus e técnicas de proteção aos profissionais que ali trabalham, além de centro cirúrgico próprio.
De acordo com Rene Busso (fotos), embriologista da Disciplina de Genética e Reprodução Humana, os procedimentos de fertilização no novo laboratório serão os mesmos: fertilização in vitro, inseminação artificial (colocação do sêmen selecionado no útero durante o período fértil da mulher) e o ICSI (técnica mais sofisticada que consiste em aspirar o espermatozóide e fazer a inserção no óvulo mediante uso de microscópio).
86% dos infectados estão em idade reprodutiva: O primeiro laboratório da América Latina de reprodução assistida para pacientes infectados representa nova etapa de uma vida normal para doentes de Aids e de hepatites virais. Calcula-se que haja 600 mil portadores de HIV no Brasil e outros 3 milhões com hepatites B e C. A sobrevida no início da Aids, que nos anos 80 não chegava a 6 meses, agora atinge 10 a 15 anos com o desenvolvimento de drogas anti-retrovirais. “Aproximadamente 86% dos infectados por HIV/HCV estão em idade reprodutiva, dos 15 aos 44 anos. O risco de contaminarem também suas parceiras numa relação sexual sem proteção é de 4,3%”, aponta Caio Parente Barbosa. Já o risco de infecção vertical do HIV (passada da mãe para o feto) é de 25,5% se não forem ministrados anti-retrovirais.
Informações à Imprensa com Eduardo Nascimento – MP & Rossi Comunicações: (11) 4992-6379 / 8163-5265
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