Mais de mil profissionais do SUS vão atuar contra o trabalho infantil
De diferentes regiões do país, 1.045 profissionais de saúde estão sensibilizados para perceber indícios de exploração da mão-de-obra infantil, quando atenderem uma criança. Nesta segunda-feira (20), o Ministério da Saúde entregou certificados a 27 multiplicadores - profissionais que divulgaram, em 30 municípios, as informações da cartilha "Módulos de Auto-Aprendizagem sobre Saúde e Segurança no Trabalho Infantil e Juvenil". A publicação resulta de parceria entre o Ministério da Saúde e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
De diferentes regiões do país, 1.045 profissionais de saúde estão sensibilizados para perceber indícios de exploração da mão-de-obra infantil, quando atenderem uma criança. Nesta segunda-feira (20), o Ministério da Saúde entregou certificados a 27 multiplicadores - profissionais que divulgaram, em 30 municípios, as informações da cartilha "Módulos de Auto-Aprendizagem sobre Saúde e Segurança no Trabalho Infantil e Juvenil". A publicação resulta de parceria entre o Ministério da Saúde e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Agentes comunitários de saúde, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e membros dos conselhos tutelares e de defesa dos direitos da criança e do adolescente foram sensibilizados para que percebam o problema rapidamente e de forma eficaz. Esses profissionais atuam no atendimento médico prestado pelo SUS em 30 municípios, localizados nos estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e no Distrito Federal
Com a sensibilização, os profissionais passam a encarar o problema com outra visão. "Quantos já atenderam, mas não atentaram para a situação. Agora, vão mudar a abordagem, para identificar se o acidente ocorreu no trabalho. Perguntávamos sobre a doença em si e não sobre sua causa", relata a assistente social da Secretaria de Saúde de Arapiraca (AL) Fátima Ramalho.
A capacitação de profissionais do SUS para o problema continua em 2007. A área técnica de Saúde do Trabalhador prepara um curso de formação a distância sobre o tema. "Espera-se que o setor da saúde participe da erradicação do trabalho infantil", afirma a pesquisadora do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Suyanna Linhales Brarker.
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