PL aprovado pela Câmara reajusta bolsa de médico residente em 30%
Projeto de Lei do Executivo que concede reajuste de 30% à bolsa dos residentes médicos foi aprovado, pela Câmara dos Deputados. A medida, precedida por um processo de negociação envolvendo os residentes, os ministérios da Saúde e o da Educação, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), resultou em um protocolo de intenções firmado durante reunião ocorrida no Ministério da Saúde, em agosto de 2006.
Projeto de Lei do Executivo que concede reajuste de 30% à bolsa dos residentes médicos foi aprovado, pela Câmara dos Deputados. A medida, precedida por um processo de negociação envolvendo os residentes, os ministérios da Saúde e o da Educação, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), resultou em um protocolo de intenções firmado durante reunião ocorrida no Ministério da Saúde, em agosto de 2006.
Os ministérios da Saúde e da Educação encaminharam, à Casa Civil, em outubro, anteprojeto de Lei, alterando a Lei nº 10.405/2001, de forma a conceder reajuste de 30% sobre o valor atual de R$ 1.459,00 da bolsa de residência médica, correspondente à inflação medida durante o atual governo.
Ontem (22), o projeto de lei foi aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta do Governo Federal de 30% foi aceita, conforme consta do protocolo de intenções, assinado pela representação dos residentes.
O governo entende que o valor da bolsa de residência médica estava defasado e a correção procura, também, equiparar seu valor ao das demais bolsas do sistema federal de ensino superior. O Ministério da Saúde solicitou que fosse pautada, na próxima plenária da Comissão Nacional de Residência Médica, a inclusão da representação do Conass e do Conasems na comissão, ampliando a participação das três instâncias de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) nas decisões políticas com relação à formação, ao perfil e à distribuição de especialistas nas diferentes regiões brasileiras, de acordo com as necessidades de saúde com o perfil socioepidemiológico da população.
Os dois ministérios acordaram, ainda, o estabelecimento de uma agenda com os residentes, que deverá ser desenvolvida no âmbito da Comissão Nacional de Residência Médica, no sentido de estudar, conjuntamente, medidas para melhorar a qualidade da residência médica. Entre os aspectos a serem considerados estão a questão do cumprimento da carga horária prevista, as condições de trabalho e a valorização do médico preceptor.
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