Falta de estrutura, superlotação de salas, baixos salários, tripla jornada provocam afastamento de professores
Nos últimos dias, os órgãos da grande imprensa, a partir de denúncia ao Ministério Público, formulada pela ONG Educafro, produziram reportagens sobre a baixa qualidade do ensino e o afastamento de professores da sala de aula.
Nos últimos dias, os órgãos da grande imprensa, a partir de denúncia ao Ministério Público, formulada pela ONG Educafro, produziram reportagens sobre a baixa qualidade do ensino e o afastamento de professores da sala de aula.
As matérias, em sua maioria, fazem críticas aos professores de forma generalizada, sem buscar mais informações sobre as causas destes problemas.
A APEOESP, há anos, denuncia as ações impostas pelo governo estadual que prejudicam o processo de ensino-aprendizagem e que impõem sobrecarga de trabalho aos docentes, comprometendo a saúde e a qualidade do ensino.
Freqüentemente, a Secretaria da Educação ignora a pauta de reivindicações encaminhada pelo Sindicato com propostas de soluções para os vários problemas decorrentes das ações impostas pelo governo. Entre estas ações, citamos a aprovação automática; o fechamento de salas e escolas; o veto do governador Alckmin ao projeto de lei que acaba com a superlotação das salas de aula; a escola de tempo integral; a falta de infra-estrutura adequada; os baixos salários que obrigam os professores a cumprir dupla e até tripla jornada de trabalho.
Além destas ações, extremamente prejudiciais aos usuários, não há interesse do governo estadual em ampliar os recursos para a escola pública e tampouco há incentivo à totalidade dos profissionais que estão em sala de aula.
Com este quadro, o professor sofre um profundo desgaste físico e mental que o obriga a solicitar afastamento para os devidos tratamentos. Cabe à Secretaria da Educação prover a ausência com um profissional que esteja apto a dar continuidade ao trabalho. Para isso, a APEOESP já propôs a criação do professor adjunto que acompanharia permanentemente o andamento das aulas em sua escola. Também reivindicamos um novo Plano de Carreira que estimule a dedicação exclusiva dos professores à unidade escolar. Atualmente, o professor é obrigado a cumprir duas e até três jornadas em escolas e redes diferentes.
Portanto, diagnosticar um problema grave, amplamente denunciado pela APEOESP, e incorrer em críticas aos professores é uma grande injustiça, já que a principal causa está na ausência de uma política educacional séria e comprometida com a real formação dos estudantes.
Fonte: APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo
(11) 3350.6024/ 6057/ 6121
Piso salarial de professor em discussão