Saúde identifica municípios com maior risco de epidemia de dengue em 2007
Os resultados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Agypti (LIRAa), metodologia implementada pelo Ministério da Saúde para identificar rapidamente, nos municípios, criadouros do mosquito transmissor da dengue, antecipam à população o real cenário dos índices de infestação no país: a situação mais preocupante se dá no município de Itabuna (BA), onde em cada 100 casas pesquisadas, 17 apresentaram larvas do Aedes. O cenário ideal seria menos de uma casa a cada grupo de 100. Os números foram divulgados nesta segunda-feira, pelos secretários de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta, e executivo, Jarbas Barbosa.
Os resultados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Agypti (LIRAa), metodologia implementada pelo Ministério da Saúde para identificar rapidamente, nos municípios, criadouros do mosquito transmissor da dengue, antecipam à população o real cenário dos índices de infestação no país: a situação mais preocupante se dá no município de Itabuna (BA), onde em cada 100 casas pesquisadas, 17 apresentaram larvas do Aedes. O cenário ideal seria menos de uma casa a cada grupo de 100. Os números foram divulgados nesta segunda-feira, pelos secretários de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta, e executivo, Jarbas Barbosa.
"A grande vantagem do LIRAa é que essa metodologia apresenta uma radiografia do município quase que em tempo real, permitindo a identificação dos locais onde estão concentrados os criadouros do mosquito e o tipo de criadouro predominante", explica o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Fabiano Pimenta. Dessa forma, ressalta o secretário, os prefeitos e autoridades de saúde, com o apoio da população, podem se mobilizar e combater o mosquito antes do período de transmissão da dengue. Com a chegada do verão, o Aedes aegypti encontra as condições ideais para sua reprodução: chuvas e calor.
"A responsabilidade é de todo mundo. É da prefeitura, é do governo do estado e é do Ministério da Saúde", ressalta Jarbas Barbosa. "E a população é fundamental. Por melhor que seja o trabalho realizado pela prefeitura, nunca haverá um agente de saúde em cada casa, todos os dias do ano. As medidas para evitar os focos de mosquito são simples. Não precisa de tecnologia ou de inseticida. É colocar areia nos pratos dos vasos de planta, verificar se a caixa d'água está bem tampada, se a calha está desobstruída etc. São medidas simples e cada morador pode verificar os pontos de risco dentro de sua casa".
Em comparação com os dados coletados em 2005, houve muitos avanços, demonstrando que os trabalhos realizados pelos gestores em parceria com a sociedade foram bastante positivos. O município de Epitaciolância (AC), por exemplo, saiu de um cenário onde 8,9 casas em cada 100 apresentavam larvas do mosquito, em 2005, para 3,5 casas em 2006. Nilopólis (RJ) saiu de uma situação preocupante (4,6 casas em 100) para um patamar bem favorável em 2006, com 0,1 casa em cada grupo de 100.
O LIRAa é uma metodologia simples, colocada em prática entre a última semana de outubro passado e a primeira semana de novembro. Tem como vantagens o fato de demonstrar a situação de infestação do município pesquisado no prazo médio de uma semana, a rapidez e a oportunidade das informações, a identificação dos criadouros predominantes e o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas.
O Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), do Ministério da Saúde, definiu 170 municípios prioritários em todas as regiões do país e dividiu-os em estratos. Cada estrato tem entre 9 mil e 12 mil residências. Em média, são visitadas 500 residências por estrato. O cenário positivo, segundo o PNCD, é aquele em que os agentes de campo identificam, em cada 100 casas pesquisadas, menos de uma com a presença de larvas do Aedes. Entre uma e 3,9 casas com larvas em cada 100, a situação é de alerta. O ponto crítico se dá a partir de quatro casas com larvas em cada 100.
Infestação predial - A pesquisa de campo permite o levantamento do Índice de Infestação Predial (IIP), que é exatamente a proporção entre os imóveis com resultados positivos a cada 100 imóveis pesquisados. Tome-se como exemplo do Rio de Janeiro, que tem IIP de 7,2. Ou seja, a cada 100 casas visitadas pelos agentes do PNCD, 7,2 apresentavam criadouros do mosquito transmissor da dengue.
Em relação à Região Metropolitana do Rio de Janeiro, também é possível se fazer uma outra leitura: aproximadamente 9% dos estratos visitados apresentaram menos de uma casa com larvas em cada 100. Isso significa que, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro o IIP é considerado aceitável apenas em 9% dos estratos pesquisados.
"A partir desse levantamento, pode-se concentrar os esforços de contenção do mosquito nos locais corretos", diz Fabiano Pimenta. Se o criadouro predominante for o lixo, a prefeitura local pode implementar um mutirão de limpeza, por exemplo. Isso mobilizando também a sociedade, uma vez que ações simples, como tampar caixas d'água, eliminar pneus velhos ou colocar areia no prato do vaso de planta, contribuem em muito para combater a dengue. Assim, quando vierem o verão e as chuvas, não vai haver uma grande oferta de criadouros".
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