Disputa pela presidência da Câmara foi o destaque da semana
Na segunda semana do ano de 2007 a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados foi principal acontecimento. Dois candidatos da base de apoio ao Governo pretendem comandar a Câmara dos Deputados: Aldo Rebelo, do PCdoB, que tenta a reeleição, e o atual líder do Governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT). Os dois candidatos são do principal e maior estado do País, São Paulo.
Na segunda semana do ano de 2007 a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados foi principal acontecimento. Dois candidatos da base de apoio ao Governo pretendem comandar a Câmara dos Deputados: Aldo Rebelo, do PCdoB, que tenta a reeleição, e o atual líder do Governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT). Os dois candidatos são do principal e maior estado do País, São Paulo.
Ao longo desta semana os dois candidatos agendaram reuniões e realizaram contatos com governadores de estados, prefeitos, líderes partidários e comandantes da política nacional para angariar apoio e votos.
Aldo Rebelo conta com o apoio do presidente da República, do PCdoB, do PSB e do PFL, enquanto Arlindo Chinaglia tem apoio de parcela expressiva do Governo e dos três maiores partidos da Câmara: PMDB, PT e PSDB, além da maioria dos integrantes do PTB, PP e PL.
Apesar do apoio declarado dos maiores partidos com assento no Câmara, não é possível antecipar a vitória de Arlindo Chinaghia (PT) como presidente da Casa. Aldo, que se apresenta como candidato da Instituição, acredita no peso político do apoio do presidente da República e espera contar com grande dissidência nos partidos.
Mesmo estando pontualmente em desvantagem, Aldo se utilizou nesta semana de figuras mitológicas e históricas para sinalizar a decisão de não renunciar na disputa pelo terceiro cargo mais importante do País. Para o principal representante do PCdoB no Parlamento, a disputa será decidida no plenário, voto a voto.
Como bons combatentes, os dois postulantes não admitem a idéia de renunciar. Aldo porque entende que é candidato da Instituição, contando com apoio de partidos da base e também da oposição. Arlindo, apesar das críticas da imprensa, que tem comparado sua campanha à de Severino Cavalcanti, tem atuado de modo correto, articulando apoios partidários e não individualmente, como fizera o ex-presidente da Casa.
Disputa no Senado
No Senado, também há dois candidatos disputando a presidência da Casa. A diferença é que um é da base do governo, o atual presidente, Renan Calheiros (PMDB/AL) e o outro é da oposição, senador José Agripino (PFL/RN), atual líder do partido. Renan, até o momento, não tem enfrentado resistências na recondução ao cargo.
Como bom articulador, Renan tem mantido contatos políticos para alinhavar acordos e estabelecer negociações necessárias à renovação do seu mandato como presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional. O líder do PFL, entretanto, optou por viajar em férias e poderá ser prejudicada na disputa.
Na próxima semana, os acontecimentos, contatos e acordos poderão definir quem será o futuro presidente da Câmara dos Deputados e o do Senado Federal. Em seguida, outras disputas serão travadas como a definição das presidências das comissões permanentes e os líderes partidários que vão conduzir a agenda e os trabalhos na 53ª Legislatura.
Fonte: Agência DIAP
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