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Planejamento familiar: é importante saber mais sobre a vasectomia

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:04 Excelência em Comunicação


O número de filhos é uma decisão importante na vida dos casais, principalmente para aqueles que já possuem dois ou três filhos e, às vezes, até mais. A vasectomia é um procedimento cirúrgico que interrompe a circulação dos espermatozóides produzidos pelos testículos e conduzidos através do epidídimo para os canais deferentes que desembocam na uretra. Trata-se de um método de contracepção seguro, que secciona os dois deferentes

O brasileiro precisa conhecer as vantagens desse método para o controle da natalidade e desfazer os preconceitos que o cercam

O número de filhos é uma decisão importante na vida dos casais, principalmente para aqueles que já possuem dois ou três filhos e, às vezes, até mais. A vasectomia é um procedimento cirúrgico que interrompe a circulação dos espermatozóides produzidos pelos testículos e conduzidos através do epidídimo para os canais deferentes que desembocam na uretra. Trata-se de um método de contracepção seguro, que secciona os dois deferentes. O brasileiro, porém, ainda é muito resistente a este método contraceptivo e, ainda, se recusa a fazer a cirurgia porque imagina que ela possa provocar distúrbios de ereção. “A vasectomia torna o homem estéril, mas não interfere na produção de hormônios masculinos, nem em seu desempenho sexual”, esclarece o urologista Ricardo de La Roca.

Quem pode fazer?

O candidato ideal para se submeter a este procedimento cirúrgico, segundo o médico, é o indivíduo casado, com mais de 40 anos e que já tenha filhos. “Procuramos conversar com o paciente, orientando-o adequadamente, para que ele não se arrependa no futuro. Tentamos conscientizar o casal sobre os prós e os contras da vasectomia, bem como outras formas de contracepção. É importante que a decisão seja comum aos dois, porque reverter o processo demanda uma cirurgia cara e delicada”, diz o especialista.

Após a tomada de decisão da família, o procedimento cirúrgico em si é relativamente simples. “É feita uma pequena infiltração local com anestésico e uma incisão de 1 cm na pele do saco escrotal. O maior desconforto que o paciente experimenta é quando o médico isola digitalmente os deferentes, canais que levam os espermatozóides do epidídimo para a uretra. Em seguida, corta-se este canal, tendo-se o cuidado de desviar os cotos um para cada lado, para não haver uma recanalização espontânea, e, por fim, fecha-se a incisão”, explica Ricardo de La Roca, assistente da Disciplina de Urologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Quando se interrompe este canal de passagem, os espermatozóides ficam retidos no epidídimo, que se localiza na parte superior dos testículos. O epidídimo se distende e dentro dele, os espermatozóides se acumulam e são depois absorvidos pelas defesas naturais do organismo. Essa parada na produção e eliminação dos espermatozóides provoca uma certa atrofia da linhagem espermatogênica do testículo. “Entretanto, a vasectomia não altera a produção, nem a quantidade de líquido espermático eliminado na ejaculação. Em alguns casos, ele se torna um pouco mais fluído do que o esperma normal, mas isso não é sequer percebido”, diz o médico.

A convalescença da vasectomia é rápida e o indivíduo pode ser liberado para voltar para casa ou para o trabalho, no mesmo dia. É importante observar que, em 2% ou 3% dos casos, por alguma razão, a ligadura da parte que vai do testículo para o deferente, forma um granuloma espermático, causando o vazamento de um pouco de esperma. “Depois de um ou dois meses, quem se submeteu à vasectomia deve fazer um espermograma, já que a possibilidade de gravidez existe, pois ainda pode haver espermatozóides no esperma que está sendo produzido pelo organismo”, diz o urologista.

Mito: impotência x vasectomia

Não existe nenhuma relação entre a vasectomia e a potência ou performance sexual do indivíduo, esclarece o médico.  “Muito pelo contrário, em anos de experiência, tenho ouvido relatos sobre a melhora da libido do vasectomizado, que passa a se relacionar com sua esposa, sem preocupações. De uma maneira geral, do ponto de vista sexual, a vasectomia representa um benefício para o casal”, afirma o urologista Ricardo de La Roca.

A vasectomia pode ser revertida sempre. Teoricamente, é possível fazer com que, depois de 15 anos, 60% dos indivíduos que fizeram a cirurgia voltem a ejacular espermatozóides. No entanto, a fertilidade dos vasectomizados vai diminuindo com o tempo, porque os espermatozóides represados morrem e são absorvidos pelas nossas células de defesa. Nesse momento, o indivíduo começa a produzir anticorpos contra os próprios espermatozóides. A reversão da vasectomia, portanto, não garante que os espermatozóides funcionem como antes. Pode-se dizer, então, que três anos depois dessa cirurgia, a fertilidade do homem cai para 70% e, quinze anos depois, para 30%. “A cirurgia de reversão da vasectomia é muito delicada e exige um microscópio capaz de aumentar entre 20 e 25 vezes as estruturas delicadas a serem reanastomosadas. É um procedimento caro e complicado no Brasil”, explica o especialista. Quando não é possível a obtenção de espermatozóides através do ejaculação, tem-se, ainda, a opção de puncionar os epidídimos, colher alguns espermatozóides e realizar a fertilização in vitro.

Ricardo Felts de La Roca

O urologista Ricardo Felts de la Roca dirige a Clínica e Cirurgia Urológica Dr. Ricardo Felts de La Roca. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia, mestre em Cirurgia Geral pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o médico também é assistente estrangeiro da Faculdade de Medicina de Paris – Hospital de la Pitié-Salpetrière, fellow do Colégio Internacional dos Cirurgiões e membro correspondente da Associação Americana de Urologia e da Associação Francesa de Urologia.

SERVIÇO:
Clínica e Cirurgia Urológica Dr. Ricardo Felts de La Roca
Endereço: Alameda Lorena, 131. Conjuntos 85 e 87.
Jardim Paulista São Paulo-SP

Atendimento: De segunda a sexta.
Horário: 08h30min às 19h00min horas.
Telefone: (11) 3053-6960 / 3053-6961.
www.delarocaurologia.com.br

Fonte: Excelência em Comunicação
Márcia Wirth
Tel: (11) 5041-6827/9394-3597
E-mail: wirthmarcia@uol.com.br




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