Prioridade total no governo pela aprovação do PAC
O programa de aceleração do crescimento passou a dominar as preocupações do presidente Lula. Além de transmiti-lo aos participantes da reunião do Fórum Internacional, em Davos, é sua intenção colocá-lo na mesa da reunião da coalizão partidária no início da semana. Deverá também se encontrar com os governadores, estes mais reivindicatórios e decididos a obter vantagens. Paralelamente a toda essa movimentação, o governo já sabe que o PSDB prepara um documento contendo reparos ao Plano. O governador José Serra é um dos que já se manifestou, oferecendo restrições.
Lula testa o alinhamento dos partidos integrados na coalizão
O programa de aceleração do crescimento passou a dominar as preocupações do presidente Lula. Além de transmiti-lo aos participantes da reunião do Fórum Internacional, em Davos, é sua intenção colocá-lo na mesa da reunião da coalizão partidária no início da semana. Deverá também se encontrar com os governadores, estes mais reivindicatórios e decididos a obter vantagens. Paralelamente a toda essa movimentação, o governo já sabe que o PSDB prepara um documento contendo reparos ao Plano. O governador José Serra é um dos que já se manifestou, oferecendo restrições.
Confronto?
O ministro Guido Mantega já anunciou que o governo não fará mudanças na lista de obras que receberão investimentos somente "para agradar aos governadores". E essa parece ser a linha definitiva. O que significa dizer que o primeiro grande teste político da coalizão partidária montada pelo Planalto será mesmo o PAC, apesar da disputa pela presidência da Câmara, praticamente colocada em segundo plano.
Reuniões
Lula tem uma forte rodada de debates e esclarecimentos, ao voltar do exterior. E em dois tempos. Com os governadores que estarão em Brasília, com uma relação de reivindicações, e depois com os partidos aliados. É muito jogo político. As mudanças propostas pelos governadores serão oficialmente encaminhadas a Lula no dia 6 de março. Nesse intervalo tanto o Planalto como os governadores estarão debruçados sobre o conteúdo do pacote econômico, hoje prioridade absoluta do governo.
Tarso nega
O ministro Tarso Genro desmentiu, ontem à noite, que será o ministro da Justiça, em substituição a Márcio Thomaz Bastos, que está saindo. A informação foi difundida pelo vice-governador catarinense Leonel Pavan, que esteve com o ministro. O fato é que Thomaz Bastos já decidiu sair e comunicou ao Presidente, esperando no posto o seu substituto. Como o novo ministério demora, o ministro vem reafirmando sua disposição. O nome de Tarso sempre esteve cogitado, ao lado de outros como Nélson Jobim e Sepúlveda Pertence.
Carlos Fehlberg
Fonte: Política para Políticos
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