Agentes paralisam atividades em mais quatro penitenciárias em SP
Agentes penitenciários do interior do Estado paralisaram atividades neste domingo em protesto pela morte de Wellington Rodrigo Segura, 31, diretor-geral de CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá, na Grande São Paulo, assassinado na noite de sexta-feira (26). Os funcionários Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km a Oeste de São Paulo) e do complexo penitenciário de Ribeirão Preto (314 km ao norte de São Paulo) deixaram de exercer as funções que possibilitam as visitas aos detentos.
Agentes penitenciários do interior do Estado paralisaram atividades neste domingo em protesto pela morte de Wellington Rodrigo Segura, 31, diretor-geral de CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá, na Grande São Paulo, assassinado na noite de sexta-feira (26).
Os funcionários Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km a Oeste de São Paulo) e do complexo penitenciário de Ribeirão Preto (314 km ao norte de São Paulo) deixaram de exercer as funções que possibilitam as visitas aos detentos.
Com isso, os presos deixaram de receber visitantes e de sair para o banho de sol, de acordo com o Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo). Somente os serviços básicos foram mantidos --como alimentação e distribuição de medicamentos.
O complexo penitenciário de Ribeirão Preto possui três unidades --uma feminina e duas masculinas.
No sábado (27), os agentes da Penitenciária 1 de Presidente Venceslau começaram o movimento de paralisação. Os funcionários da Penitenciária 2 declararam que parariam no domingo.
A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) confirmou a paralisação e informou que não houve tumulto entre os presos pela suspensão das visitas.
O CDP de Mauá também teve as visitas suspensas pela própria SAP, em respeito ao luto dos funcionários pela morte do diretor, de acordo com a assessoria da pasta.
Crime
Segura foi morto às 19h de sexta-feira no bairro Jardim Santista quando levava para a casa a diretora de Recursos Humanos do CDP, Marilene Maria da Silva, 25, que foi atingida por quatro tiros. Três homens teriam participado da ação.
A Polícia Civil de Mauá tem como principal hipótese para o crime a vingança, já que Segura era rígido com os presos em relação à disciplina.
Para identificar algum suspeito, partindo dessa hipótese, o delegado está levantando informações de todos os presos que saíram recentemente do CDP. De acordo com Santos Neto, o diretor recebeu uma ameaça de morte na sexta-feira, dia do crime.
A assessoria de imprensa da SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que a polícia já tem o perfil dos suspeitos pelo assassinato.
da Folha Online
Polícias do Rio e Paraguai prendem dois suspeitos de tráfico de drogas e armas