Funcionários guardam luto e paralisam atividades em presídios
Presidente Venceslau, SP – A morte do diretor do Centro de Detenção Provisória de Mauá, na Grande São Paulo resultou na mobilização dos trabalhadores das penitenciárias “Zwinglio Ferreira”, P-1, e “Maurício Henrique Guimarães Pereira”, P-2, ambas localizadas em Presidente Venceslau, extremo oeste do Estado.
ASSASSINATO DE DIRETOR DO CDP MAUÁ
Funcionários guardam luto e paralisam atividades em presídios
Presidente Venceslau, SP – A morte do diretor do Centro de Detenção Provisória de Mauá, na Grande São Paulo resultou na mobilização dos trabalhadores das penitenciárias “Zwinglio Ferreira”, P-1, e “Maurício Henrique Guimarães Pereira”, P-2, ambas localizadas em Presidente Venceslau, extremo oeste do Estado.
Wellington Rodrigo Segura, de 31 anos, foi assassinado a tiros, por volta das 19h00 de sexta-feira. A diretora de Recursos Humanos da unidade, Marilene Maria da Silva, de 25 anos, também foi baleada e levada para o Pronto-Socorro Nardini, que fica na mesma cidade.
O fato aconteceu na frente do número 252 da Rua Maurílio Ângelo Lorenzini, no Jardim Santista. Wellington e Marilene estavam no carro oficial da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), uma Parati. O veículo estava estacionado na frente da casa dela. Há informações de que três homens fortemente armados chegaram ao local em uma outra Parati, de cor preta.
Os criminosos desceram e foram logo atirando contra o diretor do CDP. Wellington levou cinco tiros de fuzil e de pistola ponto 40. Morreu no local. Marilene ainda teve a chance de ser socorrida com vida. O veiculo onde estavam ficou com a marca de doze tiros, distribuídos no vidro da frente e na porta do motorista.
O crime consternou o sistema penitenciário paulista. Nas unidades de Presidente Venceslau os trabalhadores guardam luto pela morte do colega e mantém apenas os serviços básicos de alimentação e entrega de medicamentos aos presos. Banho de sol e entrega de correspondências foram suspensas.
Neste sábado, os presos da P-1, que funciona sob regime disciplinar de cumprimento de castigo, não receberam visitas de familiares. No domingo, a pretensão é continuar a suspensão das visitas. A P-2, que abriga presos de alta periculosidade e de regime disciplinar intermediário, adotará o mesmo expediente.
Para o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP), o movimento demonstra solidariedade e ao mesmo tempo a indignação dos servidores penitenciários. “É uma forma dos trabalhadores protestarem pacificamente contra a falta de segurança que tomou conta do sistema penitenciário nos últimos anos e que vem constantemente fazendo vítimas em todos os escalões”, comenta Edevan Pedro da Silva, coordenador do SIFUSPESP no oeste paulista.
Wellington Rodrigues Segura era casado e deixa uma filha de um ano e meio. Ele já foi diretor do CDP de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, e há um ano, dirigia o CDP de Mauá. Segura foi sepultado no fim da tarde deste sábado em Presidente Prudente.
Fonte: SIFUSPESP, com agências de notícias
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