Município de bons prefeitos zera a mortalidade infantil
O índice de mortalidade infantil no pequeno São Pedro do Paraná (262 km2 e 2.734 habitantes, 94 km a oeste de Paranavaí) é quase zero. O prefeito João Batista Fernandes (PTB) foi o primeiro no Estado a ter as contas de 2005 aprovadas e não estão morrendo crianças com menos de um ano. ‘‘Zero’’, declara Fernandes, mostrando a comenda outorgada pela Associação Brasileira dos Municípios (AMB), em 29 de março de 2006, em reconhecimento ao ‘‘destaque (de São Pedro do Paraná) na área de redução da mortalidade infantil, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)’’.
São Pedro do Paraná foi destaque na área de redução da mortalidade infantil, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
Dorico da Silva
O índice de mortalidade infantil no pequeno São Pedro do Paraná (262 km2 e 2.734 habitantes, 94 km a oeste de Paranavaí) é quase zero. O prefeito João Batista Fernandes (PTB) foi o primeiro no Estado a ter as contas de 2005 aprovadas e não estão morrendo crianças com menos de um ano. ‘‘Zero’’, declara Fernandes, mostrando a comenda outorgada pela Associação Brasileira dos Municípios (AMB), em 29 de março de 2006, em reconhecimento ao ‘‘destaque (de São Pedro do Paraná) na área de redução da mortalidade infantil, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)’’.
A Secretaria de Saúde do Estado informa que São Pedro do Paraná manteve índice zero no período 2000-2005; em 2006, o coeficiente de mortalidade infantil (CMI/1000) voltou a ser negativo, 37 mortos por 1.000 nascidos vivos (dados preliminares até 29 de novembro). O coeficiente corresponde ao número dos que morrem com menos de um ano, dividido pelo número de nascidos vivos e multiplicado por 1.000. Assim, o município já havia tido taxa zero em 96, 97 e 98 e, repentinamente, saído do zero para 25,64 em 1999, conforme o acompanhamento da 14ªRegional de Saúde.
Mas o prefeito João Fernandes afirma que a taxa zero se manteve em 2006 e é possível confirmá-la no cemitério, desde que cessaram os sepultamentos; à exceção de três crianças que não eram do município, trazidas mortas para a cidade, em 2005.
No Estado, a mortalidade infantil baixou de 56,35 em 1979 para 13,71 em 2005, segundo a Secretaria de Saúde. Em São Pedro do Paraná, que ainda não possui rede de esgoto, o resultado ‘‘não é milagre do padroeiro’’, mas dos investimentos desde administrações anteriores. ‘‘Aqui ninguém precisa pagar pelo atendimento. Era para gastarmos 15% do orçamento em saúde, hoje passamos de 22%’’, diz o prefeito, que administrará R$ 5 milhões em 2007, destinando 42% da arrecadação para os salários do funcionalismo.
Há o programa Médico de Família, um clínico-geral e um pediatra diariamente e ambulância com motorista de plantão, que a qualquer hora pode ser chamado também pelo telefone celular e ‘‘90% da população sabe o número’’. Se houver necessidade de internamento, o paciente é levado ao Hospital Santa Catarina, em Loanda (a 18 quilômetros), sem a necessidade de triagem, determina o convênio firmado pela prefeitura. ‘‘Não dá para reclamar. O pessoal atende muito bem, tem duas ambulâncias, se preciso levam a Paranavaí, a Loanda’’, disse Ailton do Carmo, de 30 anos, nascido na cidade. A moradora Sebastiana Barbosa contou que é diabética e no Posto de Saúde lhe fornecem até a insulina.
Durante sete anos e três meses, o município foi administrado por Álvaro de Freitas Netto, o ‘‘Arapongas’’, que recuperou as finanças, regularizou os serviços e deixou a cidade bonita. Credenciado pela fama, renunciou aos últimos nove meses do segundo mandato, em 2004, para ser prefeito de Loanda. Agora, há quem afirme que João Fernandes será o próximo prefeito ‘‘a ser exportado por São Pedro do Paraná’’, porque já se revelou sucessor à altura do ‘‘Arapongas’’.
Folha de Londrina/PR
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