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Governo está aberto para alterações no PAC

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:04 Agência Câmara


Os 11 partidos da coalizão que participaram na manhã de hoje da terceira reunião do Conselho Político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, informaram que o governo vai debater e está aberto a sugestões sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas esse espaço de discussão será limitado.

Os 11 partidos da coalizão que participaram na manhã de hoje da terceira reunião do Conselho Político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, informaram que o governo vai debater e está aberto a sugestões sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas esse espaço de discussão será limitado.

Escolhido para relatar a reunião, o deputado Michel Temer (SP), presidente do PMDB, afirmou que o PAC não está completamente definido e citou os questionamentos das centrais sindicais sobre as propostas que envolvem o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a reunião de governadores com o presidente Lula que será realizada no dia 6 de março.

"A linha básica foi a de não enfrentar e derrotar resistências, mas, ao contrário, contornar resistências. E para contornar resistências, é preciso explicar e debater o plano. Surgiu a idéia de que os partidos da coalizão e outros que assim desejem poderão chamar os ministros das várias áreas envolvidas a fim de dar explicações no Congresso Nacional", disse.

Intermediação
O líder do PSB na Câmara, deputado Renato Casagrande (ES), também presente à reunião do Conselho Político, afirmou que o Congresso Nacional deverá intermediar as negociações entre os governadores e o governo federal em relação ao PAC. Os governadores argumentam que vão perder receita com o PAC, em razão da desoneração de alguns setores da economia. O Ministério da Fazenda, no entanto, garante que o pacote incentivará as economias estaduais.

Em reunião ontem em Brasília, 12 governadores da base aliada e da oposição pediram mais verbas da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), além da reposição pela isenção prevista na Lei Kandir. A proposta dos governadores é que a fatia da Cide (tributo que incide sobre o consumo e importação de combustíveis) destinada aos estados e municípios passe dos atuais 29% para 46% do total arrecadado.

Michel Temer contou que, durante a reunião do Conselho Político, foi comentada a reivindicação dos governadores em relação a uma repartição das contribuições sociais com estados e municípios, principalmente da CPMF. "A primeira impressão que ficou aos membros do conselho é que este é um tema que poderá ser debatido. Mas a mim me pareceu, pelo menos neste momento, de difícil execução", ressaltou.

Na reunião também teria ficado claro, segundo Temer, que a inclusão de novas obras no PAC vai ser limitada por um planejamento da integração da infra-estrutura em todo o País.

Coalizão programática
Como presidente do PMDB, Temer afirmou que as reuniões do Conselho Político vêm firmando a idéia de coalizão programática. E explicou que a eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados, sem uma candidatura única dos 11 partidos, apenas vai adiar um pouco a coalizão política. "O ideal dos ideais é que a coalizão se revelasse politicamente neste momento. Se ela não se revela politicamente neste momento, ela vai se revelar depois. Nós temos eleição na quinta-feira e eu tenho certeza que o fim de semana será para curar eventuais feridas."

Temer lembrou que o presidente Lula deverá definir a coalizão administrativa, ou seja, a participação dos partidos no governo, logo após a eleição para as Mesas Diretoras no Congresso.

Reportagem - Silvia Mugnatto/Rádio Câmara
Edição - Marcos Rossi
Com informações da Agência Brasil

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