Analista prevê prejuízos de US$ 200 bi até 2012 por causa do aquecimento global
O consultor da Trevisan, especialista em meio ambiente e em créditos de carbono, Antonio Carlos Porto Araújo, endossa a decisão aprovada nesta terça-feira (27/02) por alguns senadores na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, que prevê convidar o ex-vice presidente norte-americano, Al Gore, a falar sobre o aquecimento global. Segundo ele, o tema é fator de risco para a economia mundial.
O consultor da Trevisan, especialista em meio ambiente e em créditos de carbono, Antonio Carlos Porto Araújo, endossa a decisão aprovada nesta terça-feira (27/02) por alguns senadores na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, que prevê convidar o ex-vice presidente norte-americano, Al Gore, a falar sobre o aquecimento global. Segundo ele, o tema é fator de risco para a economia mundial.
“As mudanças climáticas, numa análise macroeconômica, são consideradas como o principal fator de risco para a economia mundial, devendo acarretar até 2012, movimentações financeiras diretas e anuais da ordem de mais de US$ 200 bilhões. Grande parte em prejuízos decorrentes de indenizações em seguros e adequações às políticas nacionais de cada país no controle de emissões de gases de efeito estufa. Por outro lado, empresas se aproveitarão dessa ‘onda verde’ para gerar receita”, afirma Porto Araújo.
Segundo ele, cada vez mais se avaliam as prováveis conseqüências geopolíticas das mudanças climáticas. “Não é exagero supor que o clima poderá se tornar ponto primordial de todas as questões relacionadas com a segurança e soberania das nações. Os governos, os ambientalistas e as empresas já sabem dos amplos efeitos negativos dessas mudanças, só discutem “quando” e exatamente “como” eles se darão e calculam ainda o “quanto” de investimentos serão necessários”, completa.
Porto Araújo também relaciona alguns setores que se beneficiarão com oportunidades criadas a partir dos problemas climáticos no mundo. A agropecuária, com a produção de biodiversidade; construbusiness, com projetos arquitetônicos ambientalmente ecológicos, eco vilas, agrociclos; mercado automobilístico, com produção de biodiesel; negócios verdes, como áreas de preservação, ecoturismo etc; comércio de créditos de carbono; energias renováveis como eólica, PCHs, biomassas; entre muitos outros.
Reinaldo Gomes
Fonte: Assessor de Imprensa – Trevisan
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