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Nem governos conservadores proibiram greve, diz sindicalista

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:04 Agência Brasil


"Nem nos governos conservadores surgiu uma lei que impedisse o trabalhador de exercer o seu direito de fazer greve", disse o secretário em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional. Costa argumentou que o que foi conversado com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, na semana passada foi a criação de um sistema de negociação coletiva, e não uma lei que impeça o servidor de fazer greve.

O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, criticou a idéia do governo de regulamentar o direito de greve em setores considerados essenciais do funcionalismo público.

"Nem nos governos conservadores surgiu uma lei que impedisse o trabalhador de exercer o seu direito de fazer greve", disse o secretário em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Costa argumentou que o que foi conversado com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, na semana passada foi a criação de um sistema de negociação coletiva, e não uma lei que impeça o servidor de fazer greve.

Ele argumentou que "todo serviço público é essencial à sociedade, senão não existiria". E criticou a posição do governo, "que diz ser democrático, popular e progressista, mas é onde acontecem os maiores ataques aos direitos dos trabalhadores".

Segundo o sindicalista, há 650 mil trabalhadores no serviço público federal, a maioria concentrada no Poder Executivo através dos ministérios. Mas ele considera que a proposta, se aprovada, vai atingir os três poderes.

Na sexta-feira, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, saiu de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizendo que é necessário regulamentar o direito de greve e que não deve haver paralisação em setores essenciais. Mas não informou quais são eles.

Fonte: Agência Brasil




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