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Governo lança plano para conter a disseminação da Aids entre as mulheres e ação de Prevenção no PAN

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:05 Agência Saúde


A cada ano, nesta data, o Governo Federal através da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, lança uma iniciativa dirigida especialmente às mulheres e as homenageia elegendo um segmento representando a luta de todas as brasileiras. Este ano serão as atletas e as mulheres que atuam nas comunidades na luta contra a aids. Estiveram presentes no evento atletas da atualidade e nomes históricos do esporte olímpico brasileiro.

O Governo Federal celebra o Dia Internacional da Mulher com o lançamento, na manhã de hoje (7) do Plano de Enfrentamento da Feminização da Aids e outras DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), juntamente com a Campanha de Prevenção das DST/AIDS nos Jogos Pan-americanos Rio 2007. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Agenor Álvares, participaram da cerimônia na Cidade do Samba, no Rio de Janeiro. Atletas, paratletas brasileiras e mulheres que se destacaram na luta contra a aids receberam homenagens.

A cada ano, nesta data, o Governo Federal através da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, lança uma iniciativa dirigida especialmente às mulheres e as homenageia elegendo um segmento representando a luta de todas as brasileiras. Este ano serão as atletas e as mulheres que atuam nas comunidades na luta contra a aids. Estiveram presentes no evento atletas da atualidade e nomes históricos do esporte olímpico brasileiro.

Ao lançar o Plano de Enfrentamento da Feminização da Epidemia das DST e Aids, o Governo Federal quer sensibilizar a população para o fato de que a epidemia de aids mudou o seu perfil, concentrando-se também entre as mulheres. O plano é uma resposta ao crescimento de 44% na infecção por HIV entre mulheres no período de 1995 a 2005. O objetivo é reduzir as vulnerabilidades das mulheres em relação ao HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Algumas metas do Plano:

· Dobrar o percentual de mulheres que realizaram testes anti-HIV (de 35% para 70%);

· Redução da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê) de 4% para menos de 1% até 2008.

· Aumentar a aquisição de preservativos femininos de 4 milhões em 2007 para 10 milhões em 2008.

· Eliminar a sífilis congênita.

· Investir em pesquisas sobre a epidemia.


Vida Saudável - A Campanha de Prevenção das DST/Aids no PAN e PARAPAN vai envolver os atletas na luta contra a aids com o objetivo de conscientizar a população para a importância de uma vida saudável e de uma maior auto-estima para a diminuição de algumas das vulnerabilidades associadas à transmissão do vírus HIV e de outras doenças.

No início dos jogos, atletas e participantes receberão um KIT com preservativos, camisetas e informações sobre prevenção. A Campanha terá o slogan "Vista-se nos jogos" e se estenderá até agosto, quando se encerra o PARAPAN. Outra estratégia será a realização de atividades de prevenção na Vila Olímpica.

A campanha e o Plano são resultado de uma ampla parceria articulada entre a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), o Ministério do Esporte, Ministério da Saúde, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Mulher (UNIFEM), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) além de contar com o apoio da Caixa Econômica Federal (CEF), do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), do Comitê Paraolímpico Brasileiro, do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura do Rio de Janeiro.


Desigualdade de gênero: um fator determinante na feminização da Aids

A Sessão Especial sobre HIV/AIDS das Nações Unidas, realizada em Nova York, em junho de 2006, reconheceu que a epidemia da aids no mundo hoje tem um perfil heterossexual e sua incidência é muito mais acelerada entre mulheres, fenômeno que ganhou o nome de feminização da aids. No mundo todo, as mulheres já representam 50% da população infectada e no continente africano, já são maioria, com 60%. A ONU aponta a desigualdade de gênero e todas as formas de violência contra as mulheres como fatores determinantes para o crescimento da vulnerabilidade feminina à doença.

Quando a Aids surgiu no Brasil na década de 1980, chegou-se a ter apenas um caso de aids em mulheres para cada 26,5 em homens. Com o passar dos anos, a proporção foi caindo e hoje está em 1,5 caso em homens para 1 em mulher, segundo dados do Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde.

Alguns fatores que contribuem para a vulnerabilidade das mulheres à epidemia de AIDS:

· A desigualdade nas relações de poder entre homens e mulheres;

· O menor poder de negociação das mulheres quanto ao uso de preservativo e nas decisões que envolvem a sua vida sexual e reprodutiva;

· A violência doméstica e sexual contra mulheres e meninas;

· A discriminação e o preconceito relacionados à raça, etnia e orientação sexual.

· Falta de percepção das mulheres sobre o risco de se infectar pelo HIV.

Agência Saúde
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