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Modernização do Poder Judiciário paulista

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:05 Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo


A primeira palestra, intitulada "A inovação no atendimento ao público no serviço Judiciário", foi ministrada pela professora de Sistemas Administrativos da Universidade Paulista e consultora da FGV, Vera Lúcia de Oliveira, para uma platéia de 120 diretores de cartórios da capital.

Participaram da palestra "A inovação no atendimento ao público no serviço Judiciário" 120 diretores de cartórios da capital

O Tribunal de Justiça realizou ontem (6/3) mais um seminário sobre o projeto de modernização do Poder Judiciário paulista, desenvolvido com consultoria da Fundação Getúlio Vargas.

A primeira palestra, intitulada "A inovação no atendimento ao público no serviço Judiciário", foi ministrada pela professora de Sistemas Administrativos da Universidade Paulista e consultora da FGV, Vera Lúcia de Oliveira, para uma platéia de 120 diretores de cartórios da capital.

A professora afirmou que o atendimento é uma novidade para o setor público. As empresas privadas foram pioneiras e apresentam exemplos notáveis. Os órgãos públicos, embora retardatários, já apresentam casos muito importantes utilizando um novo modelo de atendimento ao público.

Para Vera Lúcia de Oliveira, o foco é a relação entre cliente e organização. O objetivo de qualquer instituição governamental é a prestação de serviços, que é feita através do atendimento ao público. O maior desafio é o trabalho com o público numeroso e variado, como é o caso dos servidores da Justiça paulista em que as soluções precisam ser aplicadas em escala industrial.

O novo modelo de atendimento visa um esforço corporativo sistemático, aplicações de soluções gerais padronizadas e abordagem técnica. Segundo a consultora, o atendimento ao público é um dos fatores determinantes da imagem do órgão prestador de serviço. Para satisfazer o cliente, é preciso ter, em primeiro lugar, uma compreensão profunda de suas necessidades e, em seguida, conhecer os processos de trabalho que possam atendê-las.

A busca do padrão de qualidade no atendimento ao público segue um modelo que compreende oito itens: ambiente (conforto, qualidade, instalações e segurança), comunicação visual, fontes internas de informação ao púbico, organização do espaço e locais de atendimento, atendentes e gestão de atendimento. Para se alcançar bons resultados, deve haver um trabalho planejado e administrado de maneira contínua e profissional.

A segunda palestra "Modernização do Instituto de Identificação IIRGD" foi realizada pelo delegado de polícia Carlos Antonio Guimarães de Sequeira.

O Instituto de Identificação IIRGD existe desde 1904 e sua principal função é a de gerir cadastros civil e criminal. Em 2006, o Instituto emitiu três milhões de carteiras de identidade, numa média de 11 mil carteiras por dia.

Em 1998, o IIRGD vivia um momento crítico. O governador Mário Covas queria implantar o Poupatempo, mas, internamente, a desorganização era tal, que impedia o trabalho. Instalações deterioradas, arquivos em situação de abandono, desaparecimento de prontuários, processos inseguros que levavam a emissões irregulares de carteiras de identidades, eram os principais problemas. Mudanças radicais eram necessárias.

O projeto de reorganização envolveu inicialmente reformas internas no prédio, para permitir melhores resultados. O arquivo de prontuários civis precisou ser refeito, com instalação do maior conjunto de estantes deslizantes da América do Sul. Criou-se espaço para arquivamento organizado de mais de 50 milhões de prontuários civis.

Este trabalho abriu espaço para a seguinte etapa, que foi a digitalização dos processos, o que facilitou mudanças internas. Mas para isso era necessária a aquisição de computadores - em 1998, o IIRGD tinha a mesma quantidade de computadores de dez anos antes.

Hoje, com o sucesso do trabalho, o IIRGD está finalizando a digitalização de todo o seu acervo civil e criminal. Já há mais de 70 milhões de imagens arquivadas, que serão acessíveis por toda a rede da Polícia Civil. As imagens já estão sendo usadas pela própria instituição para confronto a distância de impressões digitais.

Os seminários terão continuidade na capital paulista nos próximos dias 13 e 20 de março, sempre das 8 horas às 17 horas. O local também será o mesmo - o auditório do prédio dos gabinetes de desembargadores,na rua Conde de Sarzedas, nº 38.

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo




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