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Sindicalistas vão lutar contra mudança em licença-prêmio

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:05 Correio Braziliense Web/DF


A Central Única de Trabalhadores (CUT) promete lutar para que o Projeto de Lei 87/2007, que tramita na Câmara Legislativa do Distrito Federal, seja arquivado. Ele transforma a licença-prêmio dos servidores públicos em período para capacitação profissional. Em reunião na sede da entidade em Brasília, na tarde desta quarta-feira, sete sindicatos traçaram uma estratégia para impedir a mudança.

Eduardo Militão
Do CorreioWeb

A Central Única de Trabalhadores (CUT) promete lutar para que o Projeto de Lei 87/2007, que tramita na Câmara Legislativa do Distrito Federal, seja arquivado. Ele transforma a licença-prêmio dos servidores públicos em período para capacitação profissional. Em reunião na sede da entidade em Brasília, na tarde desta quarta-feira, sete sindicatos traçaram uma estratégia para impedir a mudança. Eles vão pressionar os distritais para que rejeitem a proposta. No próximo dia 15 (quinta-feira), uma audiência pública foi marcada na Câmara para discutir o projeto.

Para a presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga, o PL prejudica os trabalhadores. “É retirada de direitos. O governo está maquiando sob o argumento de licença para capacitação”, declara. Ela argumenta que não é contra o treinamento dos servidores, mas afirma que isso já está previsto em outras regras.

Nesta quarta-feira, servidores do GDF colocaram cinco faixas em frente à Câmara com críticas ao projeto de lei. De acordo com o secretário-geral do Sindireta, Sonivaldo Lima, os três meses de licença - obtidos a cada cinco anos para os servidores que têm o mesmo período de assiduidade - são necessários para retirar a tensão de funcionários que trabalham, por exemplo, em delegacias, hospitais públicos e agências de atendimento ao contribuinte.

A presidente da CUT acredita que o PL 87/2007 é mais uma demonstração do governo Arruda contra os funcionários públicos. “A política dele tem sido de desrespeito aos servidores. O governo Arruda só raciocina do ponto de vista da economia”, critica a sindicalista.

Rejane Pitanga afirma que os profissionais de saúde, educação e segurança pública já tentaram conversar pelo menos três vezes com o GDF para discutir reajustes com base no aumento do repasse do Fundo Constitucional do DF. O secretário de Planejamento do DF, Ricardo Penna, ainda não pôde atender o CorreioWeb.

Correio Braziliense Web/DF




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