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13º não deve sair em junho

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:05 Jornal da Tarde/SP


As entidades que representam os aposentados e pensionistas da Força Sindical começaram a negociar ontem, com o governo, o reajuste salarial da categoria válido para quem ganha acima do piso salarial. O índice da correção não foi aprofundado nessa primeira reunião. Além disso, o governo teria sinalizado que a antecipação de 50% do 13º para junho, como pedem os sindicalistas, poderá ser adiada para setembro.

As entidades que representam os aposentados e pensionistas da Força Sindical começaram a negociar ontem, com o governo, o reajuste salarial da categoria válido para quem ganha acima do piso salarial. O índice da correção não foi aprofundado nessa primeira reunião. Além disso, o governo teria sinalizado que a antecipação de 50% do 13º para junho, como pedem os sindicalistas, poderá ser adiada para setembro.

O resultado do encontro de ontem desagradou o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, João Batista Inocentini. ´O governo disse que ficará difícil adiantar o 13º para junho, pois não há dinheiro suficiente em caixa´, contou. ´Mas disseram que talvez seja possível depositar a metade do abono em setembro.´

A resposta para essa reivindicação deverá ser dada aos sindicalistas entre o fim deste mês e o início de abril. A Secretaria da Fazenda preferiu não adiantar um possível rumo para esta questão.

Um impasse que provavelmente causará brigas entre aposentados e governo é justamente o índice de reajuste. A Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap) pede uma correção de 8,57% - o mesmo percentual concedido ao salário mínimo.

Contudo, as próprias entidades sindicais não acreditam que o governo possa ceder ao pedido com facilidade. ´O governo só quer repor a inflação do período, sem aumento real´, lamentou-se Inocentini.

O reajuste dos aposentados é medido com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Pelos cálculos do sindicato da categoria, o índice vai fechar o período em 2,57%. Sendo assim, a exigência da Cobap seria um aumento real de 6% nas aposentadorias superiores a um salário mínimo.

Por conta do fracasso do primeiro dia das negociações, a Cobap informou que deverá mobilizar a categoria e realizar protestos em todo o País. Em nota publicada na internet, a confederação classificou como ´descaso´ a atitude do governo de não enviar para a reunião os principais representantes do Executivo. Além disso, a entidade se queixou de que nenhuma resposta concreta foi apresentada à categoria. A próxima reunião para discutir a correção salarial será em abril.

Meta

O principal objetivo das negociações com o governo, segundo Inocentini, será reivindicar a criação de um calendário determinado para dar início a um processo de recomposição do poder de compra dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Hoje, há vencimentos que apresentam defasagens de até 70% - principalmente de pessoas que se aposentaram na década de 80. ´Vamos brigar para conseguir recompor o poder de compra dos aposentados´, finalizou

NÚMEROS DA REIVINDICAÇÃO

8,57%
de reajuste
é o que pede a Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap)

2,57%
é a previsão
do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas para o fechamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período

70%
de defasagem
é o que o sindicato calcula para estimar as perdas salariais de alguns aposentados do INSS

50%
do 13º salário
poderá ser pago pelo governo de forma antecipada para os
aposentados em setembro. Inicialmente, dinheiro deveria ser depositado em junho

Fonte: Jornal da Tarde




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