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Tarifa por minuto em SP começa na 6ª

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:05 Folha de S. Paulo


O Estado de São Paulo, maior mercado de telefonia do país, inicia a migração do sistema de tarifação das chamadas locais de pulso para minuto na próxima sexta-feira. A Telefônica, empresa responsável pelo serviço, apresentou ontem o cronograma, com quatro etapas. A mudança começa pela região de São José do Rio Preto, no dia 16, passa por diferentes regiões, e se encerra na capital, em 29 de julho.

Na migração da conta telefônica de pulso para minuto, consumidor poderá optar entre dois planos fixados pela Anatel

Telefônica, prestadora do serviço no Estado, divulgou ontem seu cronograma, que prevê quatro etapas e só abrange a capital em julho

DEISE DE OLIVEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O Estado de São Paulo, maior mercado de telefonia do país, inicia a migração do sistema de tarifação das chamadas locais de pulso para minuto na próxima sexta-feira. A Telefônica, empresa responsável pelo serviço, apresentou ontem o cronograma, com quatro etapas.

A mudança começa pela região de São José do Rio Preto, no dia 16, passa por diferentes regiões, e se encerra na capital, em 29 de julho.

A alteração da tarifa de pulsos para minutos é uma reivindicação dos órgãos de defesa do consumidor desde a privatização do setor, em 1998. Eles exigiam maior transparência no consumo e na cobrança das contas telefônicas.

Para substituir o plano básico em pulsos, os clientes podem escolher entre dois planos de oferta obrigatória estabelecidos pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações): o básico e o alternativo, o Pasoo (Plano Alternativo de Serviço de Oferta Obrigatória).

O plano básico é recomendado para consumidores que fazem ligações curtas (até 3 minutos). Já o alternativo serve mais para usuários que gastam mais tempo a cada chamada ou que acessam a internet por linha discada. A tarifa de assinatura para os dois planos é a mesma do básico em pulso (R$ 37,98), com diferença no preço do minuto.

Os órgãos de defesa do consumidor orientam os usuários a avaliar a forma como o telefone é utilizado para fazer a escolha entre os planos. Em caso de dúvidas, aconselham procurar as empresas de telefonia para conhecer melhor o perfil de consumo, assim como as novas regras de tarifação (leia mais à página B3).

As empresas de telefonia também trabalham com planos alternativos próprios, que podem ser considerados pelos clientes além dos planos obrigatórios. A Telefônica oferece, desde janeiro de 2006, o Meus Minutos. Segundo a empresa, 1,5 milhão de clientes já aderiu a essa modalidade, que será mantida, sem alterações.

Em julho, quando encerrar a migração em São Paulo, outros 10,5 milhões de linhas terão feito a transição para a cobrança por minutos. A Telefônica diz ter investido R$ 200 milhões na alteração do sistema. Para o diretor-geral da empresa, Stael Prata Silva Filho, a mudança não deverá afugentar os clientes da base de telefones fixo, que enfrenta dificuldades de expansão na disputa com a telefonia móvel e a banda larga.

"Como o objetivo da mudança é neutro, não há intenção de ampliar faturamento. Eventualmente, pode ser positivo, já que o cliente vai ter maior percepção do que é cobrado e dos benefícios", avalia Silva Filho.

Por outro lado, ele também espera o aumento de clientes na banda larga, o Speedy, entre os usuário de acesso discado. A estimativa é fechar o ano com 2 milhões de clientes e com 500 mil a mais em 2008.

Diferentemente do que desejam os órgãos de defesa do consumidor, a Telefônica anunciou que a conta detalhada em minutos deverá ser solicitada sempre que o cliente desejar. O serviço é gratuito. O diretor de produtos residenciais, Eduardo Bernstein, disse que a empresa estuda um mecanismo em que seja possível optar pelo envio constante. Segundo ele, as contas em minutos devem começar a chegar aos consumidores 45 dias após a migração.

Fonte: Folha de S. Paulo




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