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Saúde implanta monitoramento de risco e proteção para doenças não transmissíveis

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:05 Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde


Implantado pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGP) e o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS) da USP, o estudo foi realizado nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal (DF) durante o ano de 2006, por intermédio de entrevistas telefônicas. Esse levantamento será realizado anualmente, permitindo o monitoramento das ações de forma mais ágil e com menor custo.

Detectar os fatores que favorecem o surgimento de doenças não transmissíveis, como as cardiovasculares, para permitir o planejamento de políticas públicas de prevenção. Esse é o principal objetivo do Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (VIGITEL), estudo inédito divulgado hoje, em Brasília, pelo ministro da Saúde, Agenor Álvares, o secretário de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta, e o professor e pesquisador da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Monteiro.

Implantado pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGP) e o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS) da USP, o estudo foi realizado nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal (DF) durante o ano de 2006, por intermédio de entrevistas telefônicas. Esse levantamento será realizado anualmente, permitindo o monitoramento das ações de forma mais ágil e com menor custo.

Ao todo, foram realizadas aproximadamente 54 mil entrevistas, em uma amostra da população adulta residente em domicílios com linhas fixas de telefone. Foram ouvidas pessoas com idade acima de 18 anos sobre consumo de cigarro e álcool, atividades físicas, ingestão de alimentos, hipertensão arterial, obesidade, entre outros itens.

Assim como diversos estudos, o VIGITEL reforça a necessidade de desencadear ações para a prevenção dos principais fatores de risco de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), com a elaboração, implementação e aprimoramento de políticas antitabagismo, de estímulo aos hábitos saudáveis (alimentação adequada e atividades físicas), de redução do consumo de bebidas alcoólicas, entre outras.

Após a divulgação, as informações do VIGITEL ficarão disponíveis para as capitais e o DF, servindo como ponto de partida para o monitoramento futuro desses fatores de risco e proteção.

DCNT - As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), cujo monitoramento é feito pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), representam um dos principais desafios de saúde para o desenvolvimento global nas próximas décadas. De acordo com a publicação "Saúde Brasil 2006", entre os anos de 2002 e 2004 ocorreram 1.858.370 óbitos por doenças não transmissíveis, representando 61,8% do total de mortes registradas no período - 3.008.070. Desse universo, as doenças cardiovasculares, responderam por 27,5% - 826.947 óbitos.

Cada vez mais, as DCNT exercem pressão sobre o sistema de  saúde brasileiro. Considerando estimativas de custos de consultas, internações e cirurgias, os gastos chegam a R$ 10,9 bilhões por ano. Além disso, essas doenças têm um forte impacto na qualidade de vida dos indivíduos afetados, uma vez que causam morte prematura.

 O Ministério da Saúde tem desenvolvido ações e elaborado políticas voltadas para assistência, prevenção e vigilância das DCNT. Destaca-se a pactuação, pela Comissão Intergestores Tripartite, da Política Nacional de Promoção da Saúde, em março de 2006. Essa política define prioridades de atuação nas áreas de alimentação saudável, atividade física e práticas corporais, prevenção de acidentes e violências, promoção da cultura da paz, prevenção de álcool e drogas, além de  ambientes sustentáveis.

Destaca-se, também, o Pacto pela Vida, que insere o reconhecimento do Ministério da Saúde em atuar na promoção da saúde, seus determinantes e os principais fatores de risco que atuam nas Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).

Principais resultados do Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (VIGITEL)

TABAGISMO

Freqüência de fumantes

A maior freqüência de adultos que fumam foi observada em Porto Alegre e Rio Branco (21,2%) e a mais baixa em Salvador (9,5%). O hábito de fumar se mostra mais disseminado entre homens do que entre mulheres em todas as cidades, com exceção de Goiânia e Rio de Janeiro, onde a freqüência de fumantes é semelhante nos dois sexos. Entre os homens, as freqüências mais baixas foram encontradas em Salvador (12,3%), Goiânia (15,9%) e Rio de Janeiro (16,1%) e as mais altas em Porto Velho (25,0%), Porto Alegre (26,3%) e Macapá (29,4%). Para o sexo feminino também se observou menor freqüência de fumantes na cidade de Salvador (7,2%), seguida por Aracajú (8,1%) e São Luís (8,1%). As freqüências mais altas de mulheres fumantes foram observadas em Curitiba (15,9%), Porto Alegre (17,0%) e Rio Branco (17,9%).

EXCESSO DE PESO

Em estudos epidemiológicos, o diagnóstico da obesidade é feito a partir do Índice de Massa Corporal - IMC, obtido pela divisão entre o peso (medido em quilogramas) e o quadrado da altura (medida em metros). O excesso de peso é diagnosticado quando o IMC alcança valor igual ou superior a 25 kg/m2 .

A maior freqüência de adultos com excesso de peso foi encontrada no Rio de Janeiro (48,3%) e a menor em São Luís (34,1%). O excesso de peso tendeu a ser mais freqüente em homens do que em mulheres, exceto nas cidades de Recife, Rio Branco, Salvador e São Paulo, onde as freqüências foram semelhantes nos dois sexos. Entre homens, o excesso de peso foi mais freqüente em Porto Alegre (54,2%), Rio de Janeiro (52,6%) e Cuiabá (51,4%); entre mulheres foi mais freqüente no Rio de Janeiro (44,4%), Rio Branco (43,1%) e São Paulo (42,8%).  As menores freqüências de excesso de peso em homens foram encontradas em Teresina (42,2%), Salvador (41,2%) e São Luís (37,2%) enquanto as menores freqüências do excesso de peso em mulheres foram vistas em Belém (30,9%), Teresina (29,5%) e Palmas (24,9%).

Considerando-se o conjunto da população adulta das 27 cidades, observa-se tendência de aumento da freqüência do excesso de peso com a idade até os 54 anos entre os homens e até os 64 anos entre mulheres. A relação entre nível de escolaridade e excesso de peso é diferente entre homens e mulheres: no sexo masculino, o excesso de peso tende a aumentar discretamente com a escolaridade enquanto no sexo feminino o excesso de peso diminui intensamente com a escolaridade.

CONSUMO ALIMENTAR

Consumo regular de frutas e hortaliças

A freqüência de adultos que consomem frutas e hortaliças em cinco ou mais dias da semana, doravante denominado consumo regular de frutas e hortaliças, foi modesta na maioria das cidades estudadas, variando entre 7,3% em Macapá e 38,6% em Porto Alegre. O consumo regular de frutas e hortaliças foi ainda menos freqüente entre os homens, observando-se dessa vez variações entre 5,4% em Macapá e 29,7% em Porto Alegre. Entre mulheres a freqüência do consumo regular de frutas e hortaliças variou entre 9,1% em Macapá e 46% em Porto Alegre.

No conjunto da população adulta das cidades estudadas, observa-se que o consumo regular de frutas e hortaliças foi quase duas vezes mais freqüente em mulheres (29,1%) do que em homens (17,8%). Em ambos os sexos, o consumo regular de frutas e hortaliças aumenta intensamente com a idade: entre 11% e 18% de homens e mulheres entre 18 e 24 anos de idade consomem regularmente frutas e hortaliças contra 30% e 35% na faixa etária de maiores de 64 anos. Situação semelhante ocorre com relação ao nível de escolaridade, particularmente no caso da população masculina: 13% dos homens com até oito anos de escolaridade consomem regularmente frutas e hortaliças contra 31% na escolaridade correspondente a doze ou mais anos de estudo.

Consumo de carnes com excesso de gordura

A freqüência de adultos que referem o consumo de carne vermelha gordurosa ou frango com pele sem remover a gordura visível desses alimentos, que doravante denominaremos consumo de carnes com excesso de gordura, é máxima em Palmas (53,1%) e mínima em Salvador (26,7%). O consumo de carnes com excesso de gordura se mostra mais freqüente entre homens do que entre mulheres em todas as cidades. As maiores freqüências do consumo de carnes com excesso de gordura entre homens são observadas em Cuiabá (62,0%), Campo Grande (62,5%) e Palmas (68,1%) e as menores em Florianópolis (45,0%), Belém (43,6%) e Salvador (37,6%). Situação semelhante é observada entre mulheres, para as quais as maiores freqüências ocorrem em Belo Horizonte (39,1%), Campo Grande (40,6%) e Cuiabá (42,2%) e as menores em Florianópolis (22,8%), Manaus (21,7%) e Salvador (17,5%).

No estudo, observa-se que o consumo de carnes com excesso de gordura tende a ser bem mais freqüente em homens (51,2%) do que em mulheres (29%) e que, em ambos os sexos, a freqüência do consumo de carnes com excesso de gordura tende a diminuir fortemente com a idade e com o nível de escolaridade das pessoas.

ATIVIDADE FÍSICA

Acompanhando recomendações internacionais, considerou-se atividade física suficiente no lazer a prática de pelo menos 30 minutos diários de atividade física de intensidade leve ou moderada em cinco ou mais dias da semana ou a prática de pelo menos 20 minutos diários de atividade física de intensidade vigorosa em três ou mais dias da semana. Caminhada, caminhada em esteira, musculação, hidroginástica, ginástica em geral, natação, artes marciais, ciclismo e voleibol foram classificados como práticas de intensidade leve ou moderada e corrida, corrida em esteira, ginástica aeróbica, futebol, basquetebol e tênis foram classificados como práticas de intensidade vigorosa. A condição de inatividade física foi atribuída aos indivíduos que informaram que: 1) não praticaram qualquer atividade física no lazer nos últimos três meses; 2) não realizavam esforços físicos intensos no trabalho (não andavam muito, não carregavam peso e não faziam outras atividades eqüivalentes em termos de esforço físico); 3) não se deslocavam para o trabalho a pé ou de bicicleta; e não eram responsáveis pela limpeza pesada de suas casas.

Atividade física no lazer

A freqüência de adultos que praticam atividade física suficiente no lazer foi modesta em todas as cidades estudadas, variando entre 10,5% em São Paulo e 21,5% no Distrito Federal. De modo geral, mais homens do que mulheres praticam atividade física suficiente no lazer. Entre homens, as maiores freqüências foram encontradas em Fortaleza (22,7%), no Distrito Federal (24,7%) e em Macapá (25,6%) e as menores em Palmas (16,4%), Campo Grande (15,4%) e São Paulo (12,5%). Entre mulheres, as maiores freqüências foram observadas em Palmas (15,8%), Campo Grande (17,2%) e Distrito Federal (18,7%) e as menores em São Luiz (8,8%), Vitória (8,9%) e São Paulo (8,8%).

Quanto a esse aspecto, a atividade física suficiente no lazer foi mais freqüente para o sexo masculino (17,8%) do que para o sexo feminino (11,9%). Entre homens, a freqüência é máxima entre os 18 e os 24 anos de idade (27,4%), declina com a idade até chegar a 11,9% entre os 35 e 44 anos de idade e sobe nas idades subseqüentes, alcançando 17% entre os idosos. Entre mulheres, a situação mais desfavorável é encontrada nas faixas etárias extremas: apenas 10% das mulheres jovens (entre 18 e 24 anos) e idosas (65 ou mais anos de idade) informam atividade física suficiente no lazer. Em ambos os sexos, a freqüência do lazer suficientemente ativo aumenta com a escolaridade das pessoas. Ainda assim, mesmo na faixa de doze ou mais anos de escolaridade, apenas a minoria das pessoas se exercita de modo suficiente: 15% das mulheres e 23% dos homens. Tabela 20

Inatividade física

A freqüência de adultos na condição de completa inatividade física (indivíduos que não praticam qualquer atividade física no lazer, não realizam esforços físicos intensos no trabalho não se deslocam para o trabalho a pé ou de bicicleta e não são responsáveis pela limpeza pesada de suas casas) foi elevada em todas as cidades estudadas, variando entre 21,6% em Boa Vista e 35,1% em Natal. De modo geral, a inatividade física tendeu a ser bem mais freqüente no sexo masculino do que no sexo feminino. Entre homens, as maiores freqüências de sedentarismo foram observadas em Maceió (43,9%), Natal (46,8%) e João Pessoa (47,3%) e as menores em Palmas (33,3%), Porto Velho (31,7%) e Boa Vista (28,6%). Entre mulheres, as maiores freqüências foram observadas em João Pessoa (25,0%), Natal (25,4%) e Aracaju (26,5%) e as menores em Porto Velho (16,6%), Manaus (14,8%) e Boa Vista (14,6%).

No conjunto da população adulta das cidades estudadas, observa-se que a inatividade física foi duas vezes mais freqüente em homens (39,8%) do que em mulheres (20,1%). Em ambos os sexos, a freqüência da condição de inatividade física foi máxima na faixa etária de 65 ou mais anos de idade: 65,4% para homens e 50,3% para mulheres. Nas demais idades, a freqüência do sedentarismo pouco variou, alcançando cerca de 40% dos homens e cerca de 15%-20% das mulheres. Em ambos os sexos, a freqüência da inatividade física tende a aumentar com o nível de escolaridade das pessoas. A situação mais desfavorável é a do grupo de pessoas com doze ou mais anos de escolaridade, onde 50,7% dos homens e 41,4% das mulheres não realizam qualquer atividade física relevante, seja no trabalho, seja no deslocamento para o trabalho, seja em tarefas domésticas, seja no lazer.

CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

Nesta publicação focaliza-se um único indicador do consumo excessivo de bebidas alcoólicas: a freqüência de indivíduos que, nos últimos trinta dias, consumiram em um único dia mais de quatro doses (mulheres) ou mais de cinco doses (homens) de bebidas alcoólicas. Considerou-se como dose de bebida alcoólica uma dose de bebida destilada, uma lata de cerveja ou uma taça de vinho.

Consumo abusivo de bebidas alcoólicas

A freqüência de adultos que consumiram nos últimos três meses quatro doses (mulheres) ou cinco doses (homens) de bebidas alcoólicas em um único dia, doravante denominado consumo abusivo de bebidas alcoólicas, variou entre 12,1% em Curitiba e 22,1% em Salvador. Na maioria das cidades, a freqüência do consumo abusivo de bebidas alcoólicas foi duas vezes maior em homens do que em mulheres. No sexo masculino, as maiores freqüências foram observadas em Teresina (32,3%), Recife (32,9%) e Salvador (33,0%) e as menores em São Paulo (20,0%), Curitiba (20,6%) e Campo Grande (22,9%). Entre mulheres, as maiores freqüências foram observadas em Recife (12,1%), Salvador (13,0%) e Belo Horizonte (13,2%) e as menores em Curitiba (4,6%), São Paulo (5,1%) e São Luís (6,0%).

Considerando o conjunto da população adulta das cidades estudadas, observa-se que o consumo abusivo de bebidas alcoólicas foi duas vezes mais freqüente em homens (16,1%) do que em mulheres (8,1%). Em ambos os sexos, a freqüência do consumo abusivo de bebidas alcoólicas foi maior nas faixas etárias mais jovens, alcançando cerca de 30% dos homens e cerca de 10% das mulheres  entre 18 e 44 anos de idade. A partir dos 45 anos de idade, o consumo abusivo de bebidas alcoólicas declina progressivamente até chegar a 5% dos homens e 1% das mulheres com 65 ou mais anos de idade. Em ambos os sexos, a freqüência do consumo abusivo de bebidas alcoólicas pouco varia com o nível de escolaridade das pessoas.

HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES

O sistema VIGITEL disponibiliza dois indicadores relativos à ocorrência de hipertensão arterial e diabetes na população: a freqüência de indivíduos que referem diagnóstico médico prévio de hipertensão arterial e freqüência de indivíduos que referem diagnóstico médico prévio de diabetes. Esses indicadores obviamente tendem a subestimar a freqüência da hipertensão e do diabetes na população, na medida em que não incluem casos não diagnosticados. Entretanto, fornecem, de imediato, informações úteis para se avaliar a demanda por cuidados de saúde originada por essas doenças. Com a expansão e universalização da cobertura da atenção à saúde da população adulta no país, os indicadores do sistema VIGITEL sobre a ocorrência de hipertensão arterial e diabetes tenderão a se aproximar da ocorrência real dessas doenças na população.

Diagnóstico médico prévio de hipertensão arterial 

A freqüência de adultos que referem diagnóstico médico de hipertensão arterial variou entre 15,1% em Palmas e 24,9% em Recife. No sexo masculino, as maiores freqüências foram observadas em Recife (22,5%), Belo Horizonte (22,7%) e Vitória (23,1%) e as menores em Florianópolis (14,9%), Palmas (14,9%) e Brasília (15,5%). Entre mulheres, as maiores freqüências foram observadas em Recife (26,8%), Salvador (27,3%) e Rio de Janeiro (28,0%) e as menores em Palmas (15,3%), Teresina (18,4%) e Manaus (19,2%).

O levantamento aponta que mais mulheres (24,4%) do que homens (18,4%) referem o diagnóstico médico prévio de hipertensão arterial. Em ambos os sexos, o diagnóstico de hipertensão arterial se torna mais comum com a idade, alcançando cerca de 5% dos indivíduos entre os 18 e os 24 anos de idade e mais de 50% na faixa etária de 65 anos ou mais de idade. Indivíduos com até oito anos de escolaridade são os que mais referem diagnóstico médico de hipertensão arterial. Entre mulheres é mais marcada a associação entre nível de escolaridade e diagnóstico da doença: enquanto 32,8% das mulheres com até oito anos de escolaridade referem diagnóstico de hipertensão arterial, a mesma condição é observada apenas entre 13,6% das mulheres com doze ou mais anos de escolaridade.

Diagnóstico médico prévio de diabetes

A freqüência de adultos que referem diagnóstico médico prévio de diabetes variou entre 2,7% em Palmas e 6,2% em São Paulo. No sexo masculino, as maiores freqüências foram observadas em Vitória (5,6%), São Luís (5,5%) e Belém (5,1%) e as menores em Palmas (2,5%), Boa Vista (2,9%) e Florianópolis (2,9%). Entre mulheres, o diagnóstico de diabetes foi mais freqüente em São Paulo (7,3%), Rio de Janeiro (6,9%) e Porto Alegre (6,3%)  e menos freqüente em Palmas (3,0%), Rio Branco (3,7%) e Cuiabá (3,8%).

Considerando o conjunto da população adulta das cidades estudadas, observa-se que 6% das mulheres  e 4,4% dos  homens referem o diagnóstico médico prévio de diabetes. Em ambos os sexos, o diagnóstico da doença se torna mais comum com a idade, alcançando cerca de 1% dos indivíduos entre os 18 e os 24 anos de idade e 17%-20% na faixa etária de 65 anos ou mais de idade. Indivíduos com até oito anos de escolaridade são os que mais referem o diagnóstico médico de diabetes. Como no caso da hipertensão arterial, é mais marcada entre mulheres a associação entre nível de escolaridade e diagnóstico de diabetes: enquanto 8,8% das mulheres com até oito anos de escolaridade referem diagnóstico da doença, a mesma condição é observada em apenas 2,4% das mulheres com doze ou mais anos de escolaridade.

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