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Previdência descarta antecipar parcela do 13º

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:16 Jornal da Tarde/SP


O secretário da Previdência Social, Helmut Schwarzer, afirmou ontem que a primeira parcela do 13º salário de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não será antecipada. Apesar disso, a categoria continua otimista em recebê-la antes de novembro. ´Ainda acredito na negociação entre as centrais sindicais e o governo, pois foi o próprio governo que deu abertura para a discussão´, explicou o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical, João Batista Inocentini.

O secretário da Previdência Social, Helmut Schwarzer, afirmou ontem que a primeira parcela do 13º salário de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não será antecipada. Apesar disso, a categoria continua otimista em recebê-la antes de novembro. ´Ainda acredito na negociação entre as centrais sindicais e o governo, pois foi o próprio governo que deu abertura para a discussão´, explicou o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical, João Batista Inocentini.

A expectativa inicial dos aposentados era de que a primeira parte do 13º fosse liberada em junho. Mas o sindicato já aceita que a antecipação seja mais tarde. ´Em junho é muito difícil que saia. Agora, esperamos que o benefício seja pago em setembro´, disse Inocentini. No ano passado, após acordo entre a categoria e o governo, a primeira parcela do 13º também foi paga em setembro.

Inocentini acredita que antecipar a primeira parte do benefício só traz vantagens. ´Vai ser melhor tanto para quem quer adiantar as compras de Natal como para os que pretendem aplicar o dinheiro. Se a opção for a primeira, o aposentado terá a chance de pagar mais barato pela mesma coisa que iria comprar no fim do ano. Com a aplicação, ele tem a chance de ganhar com os rendimentos´, afirmou.

A antecipação do 13º faz parte das reivindicações que os aposentados enviaram para a Previdência este ano, junto com o reajuste de 8,57% para os benefícios acima de um salário mínimo. O governo, porém, já sinalizou que, provavelmente, só terá condições de repor a inflação acumulada no período. Ou seja, a correção deve ficar em torno de 3,27%.

Os benefícios com valores superiores ao do mínimo são reajustados com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, este índice deve ficar em torno de 4,84%.

Schwarzer também divulgou ontem que as contas do INSS fecharam o primeiro bimestre com déficit de R$ 6,5 bilhões, redução de 13% ante os dois primeiro meses de 2006. Foi o menor resultado negativo para o período desde 2004.

Fonte: Jornal da Tarde




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