Al Gore: aquecimento global será devastador para a economia
Depoimento do ex-vice- presidente mostra compromisso dos democratas na defesa do ambiente. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, 58, que há quase três décadas organizou a primeira sessão de esclarecimentos no Congresso dos Estados Unidos sobre as alterações climáticas do planeta, retornou ao Capitólio para pedir aos parlamentares que voltem sua atenção para a "emergência planetária", ao exigir reduções nas emissões de gases, apontadas como causadoras do aquecimento global.
Depoimento do ex-vice- presidente mostra compromisso dos democratas na defesa do ambiente. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, 58, que há quase três décadas organizou a primeira sessão de esclarecimentos no Congresso dos Estados Unidos sobre as alterações climáticas do planeta, retornou ao Capitólio para pedir aos parlamentares que voltem sua atenção para a "emergência planetária", ao exigir reduções nas emissões de gases, apontadas como causadoras do aquecimento global.
"As conseqüências da ausência de ação serão devastadoras tanto para o meio ambiente quanto para a economia", disse Gore, democrata do Tennessee, em comentários feitos durante sessão de esclarecimentos conjunta dos comitês de combustíveis e de ciência da Câmara dos Deputados dos EUA. Ele já foi membro de ambos os painéis.
Gore pediu aos parlamentares que aprovem legislação para congelar o aumento das emissões de dióxido de carbono nos EUA e suspender a construção de usinas termelétricas - movidas a carvão mineral - que não sejam capazes de captar e armazenar os gases geradores do efeito estufa. Ele também declarou seu apoio à instauração de um imposto sobre as emissões de dióxido de carbono, à adoção de padrões mais rígidos para a economia de combustíveis automotivos e à criação de um novo tratado internacional para o combate às mudanças climáticas.
O presidente George W. Bush e outros republicanos se opõem à adoção de um limite obrigatório referente às emissões de dióxido de carbono por carros, centrais elétricas e por outros tipos de atividades humanas, alegando que isso prejudicaria a economia.
"À medida que aumentamos as regulamentações, geramos uma fuga de empregos do país", disse hoje Dennis Hastert, deputado do Illinois e ex-líder republicano na Câmara dos Deputados.
Altos funcionários de empresas como a Southern, a maior geradora de energia elétrica dos EUA, sediada em Atlanta, também se opõem às restrições para as emissões e dizem que a tecnologia para captar e armazenar as emissões de carbono ainda não é comercialmente viável.
Joe Barton, deputado do Texas, o mais graduado membro republicano do Comitê de Combustíveis e Comércio da Câmara, disse que muitas das sugestões de Gore apresentam falhas. Um imposto para as emissões de dióxido de carbono elevaria os preços dos combustíveis e geraria a perda de postos de trabalho além de, ao mesmo tempo, "gerar pouco ou nenhum benefício ao meio ambiente", disse.
Mas a comunidade científica insiste na necessidade de reduzir a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera para frear a constante elevação de temperaturas, que ameaça, em última instância, a existência da própria vida na Terra. Gore, depois de 2001, quando teve que oficializar a vitória concedida pelo Colégio Eleitoral, em 2002, a seu rival, e atual ocupante da Casa Branca, George W. Bush, tornou-se um líder ambientalista com prestígio internacional, e protagonizou um documentário sobre mudanças climáticas que conquistou dois Oscar. Sua luta pela causa ecológica o transformou em aspirante ao Prêmio Nobel da Paz.
Seu retorno ao Capitólio reflete o compromisso do novo Congresso - em mãos democratas desde janeiro - com o desafio do aquecimento global, um problema que os EUA ignoraram durante anos.
Fonte: Gazeta Mercantil
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