Seções
Você está aqui: Página Inicial Notícias Notícias de 2007 Notícias de março de 2007 Notícias de 23 de março de 2007 Prolapso genital: um problema que causa grande incômodo às mulheres
Ações do documento

Prolapso genital: um problema que causa grande incômodo às mulheres

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:17 Excelência em Comunicação


Dentre todas as causas do prolapso genital, a mais importante é o aumento da pressão intra-abdominal durante a gravidez e no trabalho de parto, porque a passagem do bebê provoca alterações profundas no assoalho pélvico.

Dentre todas as causas do prolapso genital, a mais importante é o aumento da pressão intra-abdominal durante a gravidez e no trabalho de parto, porque a passagem do bebê provoca alterações profundas no assoalho pélvico.

Não é difícil encontrar mulheres que se queixam de “bexiga caída”, uma expressão pouco apropriada para designar o prolapso genital, que é o resultado da perda de sustentação não só da bexiga, mas de órgãos como a uretra, o útero, o intestino e o reto, em razão da fragilidade dos músculos que constituem o assoalho pélvico feminino. “A expressão ‘bexiga caída’ vem das sensações físicas que a doença provoca na mulher. Como a flacidez muscular permite que a bexiga comece a descer pela cavidade vaginal, a mulher tem a sensação de que esse órgão está empurrando sua vagina”, diz o urologista Ricardo Felts de La Roca.

Causas...

Geralmente, o prolapso genital aparece depois de gravidezes sucessivas e de partos múltiplos. “Dentre todas as causas do prolapso genital, a mais importante é o aumento da pressão intra-abdominal durante a gravidez e no trabalho de parto, porque a passagem do bebê provoca alterações profundas no assoalho pélvico. Quando a cabeça da criança se insinua no estreito da pélvis ocorrem rupturas nos músculos que sustentam os órgãos da cavidade pélvica”, diz o médico.

Atualmente, a obesidade, as alterações hormonais e certas doenças musculares, neurológicas e genéticas também estão entre os desencadeadores da doença. “A obesidade é outra causa importante, porque provoca aumento crônico da pressão intra-abdominal, o que torna mais flácidos e delgados os músculos do assoalho pélvico, favorecendo a incidência de prolapsos”, afirma o especialista.

Prevalência...

O prolaspo genital pode aparecer em todas as faixas de idade e tem prevalência alta: 60% das mulheres acabam apresentando o problema. No entanto, é mais freqüente depois dos 70 anos. Nessa faixa de idade, cerca de 20% das mulheres desenvolvem a doença. “O órgão mais acometido é a bexiga, em virtude de certa fraqueza dos elementos que a fixam à pelve, mas o prolapso pode incidir no compartimento anterior (quando descem a uretra e a bexiga), no médio (quando desce o útero) e no posterior (quando desce o reto)”, explica o urologista.

Conseqüências...

No dia-a-dia, o prolapso genital traz muito constrangimento para as mulheres e torna as relações sexuais dolorosas, muitas vezes, praticamente impossíveis. “As pacientes apresentam comprometimento miccional e fecal. A bexiga pode sair pela vagina a tal ponto que o surgimento de uma angulação entre ela e a uretra impede a saída da urina. Sobre o controle fecal, muitas se queixam de obstipação intestinal e a outras de tenesmo (falsa necessidade de ir ao banheiro com muita freqüência), diz o médico, que é assistente estrangeiro da Faculdade de Medicina de Paris – Hospital de la Pitié-Salpetrière.

Tratamento...

A avaliação médica para diagnóstico do prolapso inclui o relato da paciente e um exame clínico, com a paciente em posição ginecológica e em pé. O tratamento é sempre cirúrgico. “A cirurgia visa à correção do defeito do assoalho pélvico no compartimento anterior, médio e posterior. Busca também corrigir lesões satélites, como a incontinência urinária e fecal, se existirem. A técnica cirúrgica atual consiste em utilizar telas feitas de material sintético para recobrir todo o assoalho pélvico, visando fortalecer essa região com menos músculos e onde se localizam os orifícios da vagina e do reto”, explica Ricardo de La Roca.

As cirurgias com implante de telas são consideradas minimamente invasivas. A paciente fica hospitalizada por dois dias e recebe alta, sem a necessidade de usar sondas para coletar urina ou fezes. Normalmente, quinze dias depois da cirurgia, ela está apta a voltar às suas atividades habituais. “Com o uso das telas, o índice de sucesso das cirurgias é de 90%, comparados aos resultados obtidos pela cirurgia clássica (quando simplesmente os músculos eram suturados para mantê-los unidos) que é de 40%”, observa o médico. Hoje, as recidivas, quando ocorrem, se instalam no primeiro ano depois da cirurgia. Se não ocorrerem nesse período, raramente os prolapsos reaparecem.

Existem exercícios fisioterápicos específicos para o assoalho pélvico feminino que são capazes de fortalecer o assoalho pélvico de maneira profilática, isto é, capazes de evitar a ocorrência de prolapsos futuramente. “No entanto, uma vez estabelecido, não há exercício físico que possa reverter o prolapso, apenas a cirurgia”, afirma o urologista.

Sem cirurgia...

Quando a paciente é muito idosa ou há outra contra-indicação para a cirurgia, existem instrumentos que podem ser colocados dentro da cavidade abdominal que ajudam a conter a descida dos órgãos. “É preciso criar alternativas de tratamento para as pacientes com condições clínicas que impedem a realização da cirurgia. Caso contrário, elas abandonam o tratamento e convivem com o problema apesar das conseqüências negativas”, defende o médico.

Atualmente, existem aparelhos que podem ser colocados dentro da vagina e visam à correção dos prolapsos. Eles são introduzidos como se fossem diafragmas. Alguns são específicos para os defeitos da bexiga, outros para recolocar o útero no lugar e um tipo diferente, que é utilizado para os prolapsos do reto. “Esses dispositivos resolvem o problema temporariamente, mas sua estrutura rígida pode causar ferimentos na mucosa vaginal e aumentar o risco de desenvolver infecções urinárias e genitais”, diz Ricardo de La Roca.

Sem tratamento, o prolapso pode aumentar. Em geral, os prolapsos uterinos escarificam a mucosa da vagina e o tecido que reveste o colo do útero, deixando a região exposta às condições climáticas e ao atrito com a roupa íntima, o que favorece a formação de feridas e a ocorrência de infecções de repetição.

SERVIÇO:
Clínica e Cirurgia Urológica Dr. Ricardo Felts de La Roca
Endereço: Alameda Lorena, 131.
Conjuntos 85 e 87.
Jardim Paulista
São Paulo-SP
Atendimento: De segunda a sexta.
Horário: 08h30min às 19h00min horas.
Telefone: (11) 3053-6960 / 3053-6961.
www.delarocaurologia.com.br
 
Fonte: Excelência em Comunicação
Márcia Wirth
Tel: (11) 5041-6827/9394-3597
E-mail: wirthmarcia@uol.com.br




Copyrigth 2006 - 2008 Servidor Público.net
Este site foi desenvolvido pela Simples Consultoria utilizando o Plone.