Doação de medula óssea pode salvar vidas
Segundo a Lei nº 14.154, de 10 de maio de 2006, 14 de junho, Dia Mundial do Doador de Sangue, delimita, na cidade de São Paulo, a Semana Municipal de Incentivo à Doação de Medula Óssea. As secretarias da Saúde e da Educação da prefeitura concentram esforços para divulgar a importância da doação, oferecendo à comunidade ciclos de palestras educativas, que explicam a utilização da medula óssea doada no tratamento de patologias, além de informar sobre os hospitais que realizam a captação.
De 10 a 16 de junho, a cidade de São Paulo promoverá a II Semana Municipal de Incentivo à Doação de Medula Óssea, cujo principal foco será informação sobre o assunto.
Segundo a Lei nº 14.154, de 10 de maio de 2006, 14 de junho, Dia Mundial do Doador de Sangue, delimita, na cidade de São Paulo, a Semana Municipal de Incentivo à Doação de Medula Óssea. As secretarias da Saúde e da Educação da prefeitura concentram esforços para divulgar a importância da doação, oferecendo à comunidade ciclos de palestras educativas, que explicam a utilização da medula óssea doada no tratamento de patologias, além de informar sobre os hospitais que realizam a captação.
No ano passado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), dos dois mil brasileiros que precisam de transplante de medula óssea, apenas 110 foram realizados. Neste contexto, 77 foram feitos através do REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) e do BSCU (Banco de Sangue de Cordão Umbilical). Os 33 transplantes restantes foram realizados com ajuda dos bancos internacionais, em que o custo de cada um chega a U$ 42 mil.
Em muitos casos, o transplante é o procedimento com melhor possibilidade de cura para diversas doenças, principalmente alguns tipos de câncer. A chance de encontrar um doador compatível chega a um em 100 mil, devido à diversidade genética da população brasileira. O REDOME conta com cerca de apenas 410 mil doadores voluntários cadastrados, de acordo com o INCA. Esse dado ainda está muito aquém de suprir a necessidade de transplantes de medula óssea no Brasil. Na Alemanha, por exemplo, o número de doadores cadastrados chega a quatro milhões.
Diferentemente do que uma parcela da população pensa, ser doador de medula óssea é bem simples. De acordo com Merula Steagall, presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), basta ir a um hemocentro habilitado e coletar uma pequena amostra de sangue. O material coletado é encaminhado a um laboratório, credenciado, que realiza o exame de histocompatibilidade, cujos resultados são enviados ao REDOME, o banco de dados nacional de doadores voluntários de medula óssea. Caso um receptor encontre um doador compatível, este será contatado para confirmar se ainda deseja fazer a doação, que consiste em uma microcirurgia, com apenas um dia de internação hospitalar e repouso, e em 15 dias a medula óssea está completamente regenerada.
A ABRALE, em conjunto com estas Secretarias, também luta para fazer com que a população saiba mais sobre a doação de medula óssea. Durante todo o ano, a entidade promove palestras para fazer com que pacientes e familiares conheçam mais sobre os tipos de tratamentos da leucemia e outros cânceres no sangue, além de organizar coletas de sangue junto à empresas para aumentar o cadastro de doadores de medula.
A realização do transplante consiste na injeção de células saudáveis contidas na medula óssea ou no sangue de cordão umbilical na medula do paciente, para que esse volte a produzir células sangüíneas saudáveis e controle a doença, estado denominado remissão. São três tipos de transplante: autólogo, que são coletadas e utilizadas células da medula do próprio paciente; alogênico, que as células são retiradas do cordão umbilical ou da medula óssea de um doador compatível previamente selecionado; e singênico, que provêm do irmão gêmeo idêntico.
ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia www.abrale.org.br
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junho/2007
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